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Facebook, Twitter, Youtube e Microsoft suprimem quase 60% dos conteúdos assinalados como incitadores ao ódio

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Facebook, Twitter, Youtube e Microsoft suprimem quase 60% dos conteúdos assinalados como incitadores ao ódio, indicou nesta quinta-feira a Comissão Europeia, um ano depois de entrar em vigor um código de conduta sobre este tema no bloco.

"As empresas estão eliminando neste momento o dobro de casos de incitação ilegal ao ódio e o fazem em um ritmo mais rápido do que há seis meses", comemorou a comissária europeia de Justiça, Vera Jourova.

A comissária também considerou "alentador" o resultado da avaliação deste programa realizado por ONGs e organismos públicos em 24 países.

Bruxelas e essas quatro grandes empresas assinaram em maio de 2016 um "código de conduta" no qual se comprometiam a combater a "incitação ao ódio on-line" contra pessoas ou grupos por sua cor, religião, ascendência, origem étnica, entre outras.

Para Jourova, isso demonstra que "a autorregulação pode funcionar se todas as partes cumprirem o combinado", embora a comissária tenha pedido que se esforcem mais já que o Facebook é "a única empresa que alcança plenamente o objetivo de examinar a maior parte das notificações no mesmo dia".

Desde a revisão realizada aos seis meses da entrada em vigor, a quantidade de denúncias notificadas por particulares ou coletivos e examinadas pelas empresas "em um prazo de 24 horas" passou de 40% para 51%, destacou a Comissão.

Essas declarações chegam no mesmo dia em que o Parlamento Europeu pediu com urgência, em uma resolução aprovada em sessão plenária, aos países do bloco a se mostrarem "mais rígidos" contra os atos antissemitas e aos responsáveis públicos a se "opor de maneira sistemática e pública aos discursos antissemitas".

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