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Policiais estabelecem um cordão de isolamento no Palácio de Buckingham

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Aos gritos de "Alá é grande", um homem agrediu soldados com uma faca na sexta-feira (25) em Bruxelas e foi abatido, enquanto outro, armado com uma espada e também invocando o nome de Alá, foi detido após ferir policiais em frente ao Palácio de Buckingham, em Londres.

O ataque da Bélgica foi imediatamente classificado de "terrorista" pelas autoridades, e a Polícia britânica anunciou que o agressor foi detido no âmbito da atual legislação antiterrorista.

Neste sábado (26), o grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do ataque na capital belga - de acordo com nota divulgada no aplicativo Telegram por seu órgão de propaganda, a Amaq.

"O agressor do ataque de Bruxelas era um dos soldados do Estado Islâmico", diz o comunicado, que cita uma "fonte de segurança".

O texto acrescenta que "a operação foi realizada em resposta aos chamados para atingir os Estados da coalizão" internacional" que opera contra o EI na Síria e no Iraque e inclui a Bélgica.

Esses dois ataques acontecem em um contexto de aumento dos atentados extremistas na Europa, horas antes de uma grande manifestação pela paz hoje em Barcelona, depois dos atentados nessa cidade e em Cambrils (nordeste da Espanha). Em ambos, foram 15 mortos e mais de 120 feridos, em 17 e 18 de agosto.

O homem de 26 anos, oriundo de Luton, norte de Londres, que feriu policiais diante do Palácio de Buckingham, estava armado com uma espada de 1,20 m.

"O homem, que gritou várias vezes 'Alá é grande', foi neutralizado com gás incapacitante", relatou a Polícia em um comunicado.

No ataque, três agentes, que estavam desarmados, ficaram levemente feridos. Dois deles chegaram a ser hospitalizados, segundo a polícia.

No momento do ataque, a rainha estava no Palácio de Balmoral, na Escócia, mas a residência da soberana disse que não podia comentar essas questões de segurança.

"Os policiais e a direção das forças antiterroristas estão à frente da investigação e realizando revistas na região de Luton", declarou o comandante Dean Haydon, que chefia a direção das forças antiterroristas.

"Achamos que agiu sozinho e não procuramos outros suspeitos neste momento", disse ainda.

Além disso, afirmou que está previsto um dispositivo policial reforçado para o final de semana e para segunda-feira - feriado no Reino Unido - e que o nível de ameaça terrorista no país continua elevado.

Este nível foi aumentado para o grau de "crítico" depois do atentado cometido em Manchester em maio passado, pela primeira vez desde 2007, e significa que o risco de atentado é iminente.

Já a agressão a faca cometida no centro de Bruxelas contra dois militares foi considerada um "ataque terrorista" pelo Ministério Público belga.

O atacante, contra o qual os soldados responderam com armas de fogo, morreu, antes de gritar duas vezes "Alá é grande".

O agressor, nascido em 1987, era um belga de origem somali e que morava em Bruges (noroeste), onde a Polícia fez uma batida à noite, informou o MP belga. Segundo a fonte, o homem não tinha antecedentes de atos de terrorismo.

O prefeito de Bruxelas, Philippe Close, declarou à imprensa que se tratava da ação de um "indivíduo isolado".

Apenas um dos dois militares atacados ficou ferido levemente na mão, segundo o Ministério Público, que abriu uma investigação por "tentativa de assassinato em um contexto terrorista".

O ataque aconteceu em uma avenida em pleno centro de Bruxelas, perto da Grand Place da capital.

Militares armados patrulham há mais de dois anos vários locais considerados "sensíveis" na Bélgica, devido à ameaça terrorista.

Essa presença foi reforçada depois dos atentados que deixaram 32 mortos na capital belga em 22 de março de 2016.

Há um ano, em 6 de agosto de 2016, um argelino que vivia na Bélgica atacou dois policiais com um facão na frente da delegacia de polícia de Charleroi também aos gritos de "Alá é grande". Eles foram feridos no rosto e no pescoço até o agressor ser abatido.

No dia seguinte, o ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico (EI).

Em setembro de 2016, em Molenbeek, bairro de Bruxelas considerado um "celeiro" do islamismo radical, dois policiais foram esfaqueados. Como estavam com colete à prova de balas, não ficaram feridos.

Acusado por tentativa de assassinato, o autor dos fatos é um homem de origem magrebina que era conhecido da Polícia sob uma série de pseudônimos, mas sem uma clara relação com o movimento islamita, segundo a Procuradoria de Bruxelas.

Um mês depois, em 5 de outubro, dois agentes de Polícia, um homem e uma mulher, que circulavam perto de um hospital, foram agredidos com uma faca por um homem em Schaerbeek.

Um dos policiais ficou ferido "no estômago" e o outro "no pescoço". O agressor, um ex-militar de 43 anos, foi acusado de "tentativa de assassinato em um contexto terrorista" e de "participação em atividades de um grupo terrorista".

Bruxelas foi alvo de um duplo atentado cometido por suicidas, que deixou 32 mortos e mais de 150 feridos, o pior ataque terrorista já cometido na Bélgica e reivindicado pelo Estado Islâmico.

E os atentados de Paris de 13 de novembro de 2015, que deixaram 130 mortos e contaram com a participação de vários belgas, foram preparados nesse país.

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AFP