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Sede central da British Telecom (BT), em 10 de março no centro de Londres

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A empresa britânica de telecomunicações BT, implantada na América Latina, anunciou nesta quinta-feira que vai suprimir 4.000 postos de trabalho em todo o mundo.

Em um comunicado publicado por ocasião da apresentação dos resultados anuais, a empresa informou que as demissões devem acontecer nos departamentos de "serviços, administração e tecnologia", sem revelar os países que serão afetados.

A empresa atua nos setores de telefonia fixa e móvel, conexão com a internet, televisão a cabo e serviços de telecomunicações para empresas. De acordo com o último relatório anual, o grupo tem 102.500 funcionários e atua em 180 países do mundo.

"As tendências tecnológicas significam que agora somos menos dependentes da posse de redes físicas locais no mundo, o que permitirá a BT transformar-se em uma empresa de linha mais digital", afirma no comunicado o diretor geral do grupo, Gavin Patterson.

A reestruturação custará 300 milhões de libras (388 milhões de dólares) e acontece em um momento no qual a BT enfrenta problemas.

O comitê de remuneração da empresa informou que não pagará a Patterson seu bônus anual relativo ao ano fiscal 2016-2017, que superava 300.000 libras.

Em janeiro, a BT - que antes da privatização era a grande empresa pública de telecomunicações British Telecom - revelou um escândalo contábil em sua divisão italiana que custou 530 milhões de libras. Em março, a autoridade reguladora britânica anunciou 350 milhões de libras em multas e indenizações da BT a outras empresas de internet por atrasos na instalação de cabos de fibra óptica.

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