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Pessoas formam fila para votar para prefeito, em Buenos Aires, no dia 5 de julho de 2015

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As votações para eleger o prefeito de Buenos Aires, a capital argentina, terminaram neste domingo sem que fossem registrados incidentes em um dia no qual todas as expectativas estão voltadas para saber se haverá ou não um segundo turno.

Pouco mais de uma hora após o fechamento das seções de votação - às 18H00 locais e em Brasília - foram divulgados os primeiros resultados oficiais.

Com 14,9% dos votos apurados, Horacio Rodríguez Larreta, de 49 anos, candidato do atual prefeito e aspirante à Presidência, Mauricio Macri (Proposta Republicana - PRO -, direita), vencia com 44,5% dos votos.

O economista Martín Lousteaum, de 44 anos, do Energia Cidadã Organizada (ECO, centro-direita), aparecia em segundo lugar, com 25,9%.

Em terceiro lugar, com 22,2% dos votos, estava Mariano Recalde, de 43 anos, o candidato da Frente para a Vitória (FPV, peronismo centro-esquerda), no governo nacional.

Ainda há dúvidas de se Rodríguez Larreta vai superar os 50% dos votos positivos (descontados em branco e anulados) necessários para vencer no primeiro turno e evitar a celebração de um segundo turno, previsto para 19 de julho.

"Estamos muito, muito contentes, sentimos um grande apoio das pessoas. É comovente. Este é um trabalho em equipe. É uma vitória da gestão do PRO e de Mauricio Macri", disse à imprensa Marcos Peña, chefe de campanha do PRO, quando foram divulgados os primeiros números.

Em um dia frio, que transcorreu sem incidentes, 77% dos 2,5 milhões de eleitores habilitados votaram para eleger chefe de governo (prefeito) e 30 representantes comunais em 811 estabelecimentos em toda a cidade, quarto distrito eleitoral do país, pela primeira vez com voto eletrônico.

Em uma cidade tradicionalmente adversa ao peronismo no governo central, a direita apostava em conservar sua fortaleza política, um resultado chave para fortalecer a candidatura de Macri, o opositor melhor posicionado nas pesquisas visando as presidenciais de 25 de outubro.

AFP