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Se for aprovada, a lei "permitirá a inúmeros autores de violência conjugal e assédio deslocar-se armados por todo o país", advertiu esta semana a organização Everytown for Gun Safety, que se opõe à proliferação de armas nos Estados Unidos

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A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (6) um projeto de lei que permitiria a quem tiver permissão local para porte de armas ocultas deslocar-se entre os estados do país.

A iniciativa, transformada em prioridade pela Associação Nacional do Rifle (NRA), o maior grupo de pressão a favor das armas no país, se inspira nas normas sobre carteiras de motorista: independentemente do estado em que foi emitida, é válida para o território nacional.

O projeto, aprovado por 231 representantes contra 198, depois que seis democratas o apoiaram, enquanto 14 republicanos votaram contra, precisa obter maioria no Senado para se tornar lei.

A ideia, qualificada de "incrivelmente estúpida" pelo jornal Los Angeles Times e denunciada pelas associações que lutam contra os atos de violência cometidos com armas de fogo, se refere às autorizações de porte de armas escondidas sob as roupas, no porta-malas ou no porta-luvas de veículos.

Atualmente, todos os estados e a capital federam preveem esta possibilidade. Em 12 estados é tácita, mas em 28 depende da apresentação obrigatória de uma permissão relativamente fácil de obter. Na Califórnia e em Nova York, por exemplo, é muito difícil, pois exige-se que o candidato apresente uma "boa razão" que justifique sua necessidade de se deslocar armado.

Se for aprovada, a lei "permitirá a inúmeros autores de violência conjugal e assédio deslocar-se armados por todo o país", advertiu esta semana a organização Everytown for Gun Safety, que se opõe à proliferação de armas nos Estados Unidos.

"Com a aprovação desta lei, vocês permitem que muita gente violenta obtenha armas e as leve para qualquer parte do país", disse o senador Chris Murphy, cercado de sobreviventes e familiares de vítimas da violência envolvendo armas, que foram ao Capitólio protestar contra a aprovação da lei.

"Isso não torna o país mais seguro", lamentou o parlamentar.

Entre os parentes de vítimas de grandes massacres, estavam os da escola fundamental de Sandy Hook (20 crianças mortas), da igreja de Charleston (nove fiéis negros mortos), do cinema Aurora Aurora (12 mortos) e de San Bernardino (14 mortos).

A ampla maioria republicana que controla o Congresso apoia o projeto de lei. Adicionaram ao texto um dispositivo que melhora os controles de antecedentes judiciais e psiquiátricos de todos os compradores de armas, uma forma de convencer alguns de seus adversários democratas, que há tempos exigem uma medida de "senso comum".

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AFP