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Foto sem data tirada por Dave Brosha e cedida pela Australian Antarctic Division em 11 de abril de 2017 mostra baleia nadando

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Câmeras colocadas na pele de baleias permitiram a cientistas aprender um pouco mais sobre seu comportamento e forma de se alimentar, anunciou nesta terça-feira a Divisão Antártica da Austrália (AAD).

Pesquisadores australianos e americanos estudam o impacto nos cetáceos da perda de gelo na Antártica devido às mudanças climáticas.

Para isso, fixaram instrumentos nas costas de baleias jubarte do estreito de Gerlache, com o objetivo de compreender o comportamento alimentar dos animais debaixo d'água.

"Aprofundar nossos conhecimentos sobre o lugar onde as baleias se alimentam, a frequência das suas refeições, aonde vão, onde descansam, nos permitirá informar os que tomam decisões sobre os programas de proteção", declarou na terça-feira Ari Friedlaender, especialista em cetáceos da universidade pública de Oregon, nos Estados Unidos.

Estas informações permitirão, segundo ele, observar como os cetáceos se alimentam e como as baleias se adaptam às mudanças na população de krill, provocadas pelo aquecimento global, e aos efeitos da acidificação dos oceanos.

"Observamos que as baleias passam boa parte do dia socializando e descansando, alimentando-se principalmente ao entardecer e à noite", acrescentou.

A WWF-Austrália, que participou do financiamento das câmeras, explicou que o objetivo destas pesquisas também é transmitir uma mensagem à população diante dos impactos das mudanças climáticas e da sobrepesca de krill.

Os pesquisadores também colocaram rastreadores nas costas de baleias minke para entender melhor o comportamento alimentar destes mamíferos, menores que as jubarte.

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AFP