Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, em Liverpool, em 12 de outubro de 2017

(afp_tickers)

Os mandatários europeus estão dispostos a estender a mão à colega britânica, a premier Theresa May, em uma cúpula nesta quinta e sexta-feira (19 e 20) em Bruxelas, com a esperança de destravar as negociações estagnadas do Brexit.

"O tempo passa muito rápido, o relógio corre muito rápido", disse na terça-feira (17) o negociador europeu para o Brexit, Michel Barnier, alertando Londres que, para acelerar as negociações, como May pretende, "são necessários dois".

O Reino Unido está focado na futura relação comercial com a UE, tanto em um eventual acordo de livre-comércio, quando em um possível período de transição de dois anos após a saída efetiva do país, no fim de março de 2019.

Antes disso, porém, os outros 27 países do bloco querem solucionar o passado, ou - nas palavras de Bruxelas - "as prioridades do divórcio": a fatura a ser paga por Londres por sua saída, a situação dos direitos dos cidadãos após o Brexit e a questão da Irlanda do Norte.

Após quatro meses de negociações, o objetivo era garantir "avanços suficientes" nessas prioridades nesta cúpula, para, então, dar início à segunda fase das negociações, como Londres almeja.

Reunidos sem May, as lideranças europeias adiarão essa decisão para dezembro, mas, em sinal de boa vontade, vão pedir ao negociador da UE que "inicie discussões preliminares internas" sobre a futura relação, segundo um rascunho de declaração do encontro.

- Decisão em dezembro -

"O objetivo é ser um pouco mais positivo, mostrar a Londres que a porta não está totalmente fechada", disse à AFP uma fonte diplomática da UE, indicando que "basicamente, isso não muda nada".

A dois dias da cúpula, a primeira-ministra britânica viajou a Bruxelas para um jantar de trabalho com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, com quem combinou de acelerar os esforços de negociação "nos próximos meses".

Dos dois lados do Canal da Mancha, os desencontros estão centrados no papel do Tribunal de Justiça da UE, o qual os 27 querem que seja responsável pelos direitos dos europeus no Reino Unido após o Brexit, e no montante que Londres deve pagar por seus compromissos financeiros com o bloco.

Em suas conclusões, os mandatários pretendem destacar que, apesar de o Reino Unido ter expressado sua intenção de abandoná-los, "isso não se traduziu ainda em um compromisso forte e concreto do Reino Unido para saldar todas essas obrigações". Segundo fontes europeias, a soma pode alcançar 100 bilhões de euros.

Maior crise política em seis décadas de projeto europeu, o Brexit vai ser o assunto central dos dois dias de cúpula, embora os mandatários tenham previsto discutir o assunto na sexta (20) e dedicar a quinta-feira à relação com a Turquia, à política migratória, ou à defesa.

- Mercosul na pauta -

Essa é a primeira cúpula para o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, desde a celebração de um referendo de independência na Catalunha, mas a situação nessa região por ora não está na pauta.

"Claro, se Rajoy quiser mencionar a questão, vamos refletir", afirmou um alto responsável europeu, indicando que o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, convocaria o espanhol por último, para fechar a agenda.

A política comercial - como as negociações entre UE e os países do Mercosul - estará na mesa, a pedido do presidente francês, Emmanuel Macron. Nessa área, Paris pede a Bruxelas que leve em conta o impacto de todos os acordos comerciais no setor agrícola europeu.

Tusk, que vai presidir a cúpula, também deve apresentar aos dirigente seus planos para o futuro da UE, como já fizeram Juncker e Macron.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP