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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (E), e o de deputado Diosdado Cabello durante cerimônia em 4 de fevereiro de 2016 diante do palácio presidencial Miraflores

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O número dois do chavismo, deputado Diosdado Cabello, disse nesta quarta-feira que os funcionários públicos venezuelanos que firmaram o pedido de referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro deveriam ser demitidos.

"Uma revolução se faz com revolucionários. Se entre estas assinaturas está a de um diretor de órgão público, ele deve sair (...). Podem chamar isto do que quiserem, mas se há gente (da oposição) infiltrada e foi descoberta, tem que partir", disse Cabello em seu programa semanal na TV estatal.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que a oposição acusa de obedecer ao governo, começou nesta quarta-feira a revisar cerca de dois milhões de assinaturas apresentadas pela oposição para ativar o referendo revogatório contra Maduro.

Segundo a lei, o CNE deve verificar as assinaturas em cinco dias e em outros cinco convocar os firmantes a ratificar seu apoio com impressão digital.

"Quando temos em um cargo (público) de direção um esquálido (opositor), ele vai sabotar (...) porque esta é a sua natureza, sabotar a revolução", disse Cabello.

O coordenador da comissão governista que verificará a apuração da autenticidade das assinaturas, Jorge Rodríguez, descartou qualquer represália contra funcionários que firmaram o pedido.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) entregou na segunda-feira 1,85 milhão de assinaturas, de um total de 2,5 milhões recolhidas, para solicitar a ativação do referendo revogatório, que exigia apenas 195.721 (1% do padrão eleitoral).

Assim que o CNE validar as assinaturas, será autorizada a coleta, em três dias, de mais quatro milhões de firmas (20% do padrão eleitoral) requeridas para convocar o referendo. As assinaturas devem ser revisadas em 15 dias. Se aprovadas, o referendo será realizado nos três meses seguintes.

Para que Maduro seja retirado do cargo, o "Sim" no referendo deve obter mais que os 7,5 milhões de votos com que foi eleito depois da morte de seu mentor, Hugo Chávez, em 2013.

AFP