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Cacique Raoni se recupera de covid-19 e recebe alta

Cacique Raoni Metuktire em janeiro de 2020 em entrevista coletiva na cidade de Piaracu, próximo a São José do Xingu, no estado de Mato Grosso afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. setembro 2020 - 19:12
(AFP)

O cacique Raoni Metuktire se recuperou de covid-19 e teve alta após uma semana de internação, informou o Instituto Raoni nesta sexta-feira(04).

“O cacique segue para o Parque Indígena do Xingu, onde continuará com acompanhamento”, afirmou em nota o hospital Dois Pinheiros de Sinop, em Mato Grosso, a 200 quilômetros da residência do emblemático líder indígena.

Raoni, que tem cerca de 90 anos, foi hospitalizado no dia 28 de agosto após desenvolver sintomas de pneumonia. Ele foi diagnosticado com covid-19 e uma arritmia cardíaca foi detectada.

“Ele passou a noite bem e saiu em bom estado do hospital, vamos continuar em contato com a equipe médica que atende no Xingu. Passamos orientação para o acompanhamento clínico e controle cardiológico”, disse Dr. Douglas Yanai, um dos médicos assistentes, convocado pelo hospital.

O Instituto Raoni acrescentou que testes feitos no [último] fim de semana indicaram que Raoni desenvolveu anticorpos contra o novo coronavírus.

No entanto, depois de reclamar de dores no peito na segunda-feira, foi detectada uma inflamação no tecido cardíaco. Na quarta-feira ele já mostrava melhorias no "quadro inflamatório".

Raoni já havia sido internado no mesmo centro médico em julho para tratar úlceras gástricas e intestinais.

Defensor incansável dos direitos dos povos indígenas e da preservação da Amazônia, Raoni fez diversas viagens internacionais em busca de apoio a essas causas.

Sua esposa Bekwyjka morreu em 23 de junho após um derrame. Em entrevista à AFP no início daquele mês, Raoni acusou o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro de "aproveitar" a pandemia para "dizimar" seu povo, que tem precário acesso à saúde pública e está ameaçado pelo avanço da exploração madeireira e da mineração além de atividades agrícolas na floresta.

Quase 30 mil indígenas brasileiros foram infectados e 785 morreram em decorrência do vírus, segundo números da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

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