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O avião caiu numa zona desértica de difícil acesso no norte do Mali, onde não restam mais que escombros do aparelho, um McDonnell Douglas MD-83 alugado da empresa espanhola SwiftAir.

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As caixas pretas do avião da Air Algérie, que caiu no norte do Mali na semana passada, chegaram nesta segunda-feira à França, onde as bandeiras ficarão a meio mastro durante três dias em luto pelas vítimas, em sua maioria franceses.

As duas caixas pretas, que registram dados técnicos sobre o voo e o sons da cabine dos pilotos, devem ajudar a esclarecer as circunstâncias do acidente no qual morreram 118 pessoas, 54 delas de nacionalidade francesa.

"Confirmo que os dois gravadores de voo (do avião) MD-83 acidentado no Mali chegaram esta manhã na sede do Gabinete de Investigação e Análise (BEA)" francês, declarou um porta-voz à AFP.

Uma das duas caixas pretas estaria muito danificada externamente, segundo uma fonte próxima à investigação. O porta-voz não quis confirmar esta informação.

O avião caiu numa zona desértica de difícil acesso no norte do Mali, onde não restam mais que escombros do aparelho, um McDonnell Douglas MD-83 alugado da empresa espanhola SwiftAir.

Por ora, as causas do desastre são desconhecidas, mas vários especialistas apontam as más condições meteorológicas.

Os investigadores franceses analisavam no domingo os escombros do avião operado pela Air Algerie em busca de respostas sobre as causas do acidente.

Pela quarta vez em cinco dias, o presidente francês François Hollande se reuniu nesta segunda-feira com vários membros do governo - o primeiro-ministro Manuel Valls e seus ministros - para discutir a queda do voo AH5071, que fazia o trajeto Uagadugu-Argel e que caiu menos de uma hora após sua decolagem na madrugada de quinta-feira.

"Trata-se de falar sobre o encontro no sábado com os familiares das vítimas em Paris e discutir a mobilização das equipes e a situação no local do acidente", indicou uma fonte.

Sábado, o chefe de Estado se reuniu por quase três horas com as famílias das 54 vítimas francesas.

Nenhuma das 118 pessoas a bordo - 112 passageiros (54 franceses, 23 burquinenses, oito libaneses, seis argelinos e cidadãos de outros países) e seis tripulantes espanhóis - sobreviveu.

Cooperação internacional

Uma equipe do BEA chegou na noite de sábado ao local da catástrofe para iniciar a delicada tarefa de investigação.

"Seu trabalho técnico consiste em reunir o máximo de informações" sobre o avião e o acidente, o que deve levar alguns dias, segundo Rémi Jouty, diretor do BEA.

Posteriormente, os investigadores se concentrarão na exploração das gravações e no recolhimento de outros dados, de controle aéreo, os dados meteorológicos, entre outros, indicou Jouty, que considerou que era muito cedo para elaborar qualquer hipótese sobre as causas do acidente.

A França também enviou à região no sábado vinte gendarmes e policiais.

A segunda caixa preta do avião, recuperada no sábado por especialistas da missão da ONU no Mali (Minusma) no local da catástrofe na zona de Gossi, chegou no mesmo dia a Gao, a maior cidade do norte do país, indicou neste domingo à AFP a porta-voz da Minusma, Radia Achouri.

Militares franceses recuperaram a primeira das duas caixas pretas na sexta-feira e a levaram a Gao, onde se localiza o centro de gestão tático das operações sobre o acidente, com o qual colaboram França, Mali e a Minusma.

A França está mobilizada militarmente desde janeiro de 2013 no Mali, onde conta com 1.600 homens comprometidos em uma missão de luta contra os grupos armados terroristas, ao mesmo tempo em que apoiam as forças malinesas e da Minusma, segundo o ministério francês da Defesa.

Sábado, Burkina Fasso também anunciou a abertura pelo Ministério Público de um inquérito judicial para investigar as causas do desastre.

"A cooperação internacional esta trabalhando para que possamos saber o que aconteceu com a aeronave (...) O que precisa ser feito será feito em parceria entre nossos países. Argélia, França, Burkina Fasso e Mali", assegurou por sua vez o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita.

AFP