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Membros da Guarda Nacional do Arizona ouvem instruções na Reserva Militar Papago, em Phoenix, 9 de abril de 2018

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A Califórnia se recusa a enviar os reforços militares prometidos pelo presidente Donald Trump para a fronteira com o México, ao considerar que a missão que as autoridades federais querem lhe atribuir difere de seus critérios, informou nesta segunda-feira (16) um alto funcionário americano.

O governador da Califórnia, Jerry Brown, que diverge frontalmente do governo Trump em temas migratórios, "determinou que o que havíamos pedido era intolerável", declarou em uma coletiva de imprensa, em Washington, o diretor-adjunto dos serviços de alfândega e proteção das fronteiras, Ronald Vitiello.

"Fizemos o pedido de forma detalhada, passou pelo processo decisório e recebemos a mensagem do governador de que não vai participar", acrescentou.

Brown informou na semana passada que só aceitaria a mobilização de 400 militares na Califórnia se fossem destinados a combater a criminalidade transnacional. "Não será uma missão para construir um novo muro (...) ou para proceder a detenções de mulheres e crianças ou de pessoas que fogem da violência e procuram uma vida melhor", destacou.

Esta semana, a Guarda Nacional e os departamentos de Segurança Doméstica e Defesa enviaram ao governador uma proposta detalhada na qual solicitaram-lhe o envio de 237 militares a dois grandes postos fronteiriços nos quais deveriam assumir funções administrativas e de ajuda às operações que precisarem de equipamento pesado.

Brown se negou a atender à demanda.

A Guarda Nacional, corporação de reserva do Exército, já interveio na fronteira em 2010 por ordem do então presidente Barack Obama, e em 2006-2008, na gestão de George W. Bush. Em cada uma destas operações, a missão durou um ano.

Os soldados não terão a obrigação de portar armas, mas alguns poderão andar armados para "autodefesa", disse durante a coletiva o general Daniel Hokanson, número 2 da Guarda Nacional.

Segundo ele, 960 militares já foram enviados nesta segunda-feira a outros estados fronteiriços: 250 ao Arizona, 60 ao Novo México e 650 ao Texas.

De acordo com Bob Salesses, alto funcionário do Pentágono, estes efetivos não erguerão o muro que o presidente Donald Trump pretende construir. "No momento atual (...) não vemos necessidade de fazer esta demanda", informou.

O presidente republicano anunciou recentemente o deslocamento de 2.000 a 4.000 homens na fronteira, e disse que poderia mantê-los nesta região até a construção do muro.

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AFP