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(Arquivo) Filés de salmão são vistos em um mercado, em Sydney, no dia 23 de dezembro de 2014

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O Ministério da Saúde do Canadá autorizou nesta quinta-feira a venda para o consumo de um salmão geneticamente modificado. Trata-se do primeiro animal transgênico destinado às mesas dos canadenses.

A decisão chega seis meses depois de que autoridades dos Estados Unidos deram luz verde para a venda deste peixe transgênico nos mercados americanos - decisão que foi imediatamente criticada por ambientalistas, após duas décadas de discussões e controvérsias sobre este tipo de alimento.

O salmão transgênico consiste em um salmão do Atlântico com um gene injetado do hormônio de crescimento do salmão Chinook, do Pacífico, que lhe permite engordar mais rapidamente que os demais e alcançar a idade adulta em cerca de 17 meses, em vez de 30, segundo o ministério canadense.

O produto, que será comercializado com o nome de 'AquAdvantage', é produzido pela empresa americana AquaBounty Technologies.

Depois de realizar "testes profundos e rigorosos", as autoridades sanitárias canadenses determinaram que esse salmão "é tão seguro e nutritivo quanto o salmão convencional" para o consumo humano.

O salmão transgênico poderá ser vendido sem ser etiquetado como um produto geneticamente modificado, já que, segundo o governo, a avaliação "não revelou nenhuma fonte de preocupação em matéria de saúde e segurança".

O Ministério da Saúde lembrou que a legislação só exige o selo indicando que o alimento é transgênico quando estiver "cientificamente demonstrado" que existem riscos para a saúde ou quando tiverem sido reveladas "mudanças importantes nas qualidades nutritivas dos alimentos".

As ONGs Vigilance OGM e Centro de Ação Ecológica expressaram sua "consternação" após esta decisão.

Segundo Thibault Rehn, da Vigilance OGM, a autorização do salmão transgênico é "deplorável" e foi feita "sem nenhuma consulta e sem estudos independentes".

AFP