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Satélite com imagens infravermelhas da Nasa mostra focos de incêndio na província canadense da Colúmbia Britância, em 15 de julho de 2017

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As autoridades canadenses prolongaram por duas semanas o estado de emergência na Colúmbia Britânica, diante da intensidade dos incêndios florestais que levaram à evacuação de ao menos 46.000 pessoas, informou nesta quarta-feira John Horgan, primeiro-ministro desta província situada ao oeste de Canadá.

"Enfrentamos muitos desafios e continuamos tendo muitos pela frente", declarou.

"Diante desta situação é importante uma resposta forte e coordenada", apontou, ao explicar o prolongamento por duas semanas do estado de emergência decretado em 7 de julho, que acabaria na sexta-feira.

Cerca de 150 incêndios continuam ativos nesta região da costa do Pacífico, metade deles fora de controle, de acordo com a agência que luta contra os fogos florestais CIFFC.

As autoridades priorizam que as vias principais permaneçam livres "para garantir que os habitantes possam ser evacuados e suas casas preservadas", disse Horgan.

"Anunciaremos mais medidas nos próximos dias para assegurar que as equipes de emergência e de segurança tenham todos os meios necessários" para combater as chamas e proteger a população.

Horgan prometeu uma ajuda de 600 dólares canadenses (cerca de 475 dólares americanos) para cada família deslocada, valor que pode dobrar se os afetados não conseguirem voltar às suas casas em um prazo de duas semanas.

Cerca de 3.000 bombeiros participam nos trabalhos de extinção, com o apoio de 220 helicópteros e aviões. Espera-se que cheguem reforços nas próximas horas.

A previsão meteorológica é de chuvas em algumas zonas da Colúmbia Britânica, mas a seca e os fortes ventos alimentam as chamas.

Os incêndios ao leste das Montanhas Rochosas obrigaram, por outro lado, a fechar parcialmente alguns parques nacionais, como o Banff de Alberta, que a cada ano recebe cerca de quatro milhões de turistas.

AFP