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(Arquivos) O candidato Ebrahim Raisi

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O religioso conservador Ebrahim Raisi, candidato à presidência do Irã nas eleições da próxima sexta-feira, negou nesta terça-feira ser contrário à abertura internacional da República Islâmica, rebatendo as acusações de moderados e reformistas, que apoiam o presidente em final de mandato Hasan Rohani.

"Dizem que não queremos interagir com o mundo, mas isto é uma grande mentira", declarou Raisi para partidários reunidos em um salão de orações em Teerã. "Acreditamos na interação com todos os países, mas com dignidade".

Sem questionar o acordo nuclear de 2015, aprovado pelo guia supremo, aiatolá Ali Khamenei, Raisi acusa Rohani de ter sido "fraco" nas negociações com as grandes potências, fazendo muitas concessões sem obter verdadeiras contrapartidas.

Durante a campanha, Raisi comparou o acordo nuclear - que permitiu a suspensão das sanções econômicas internacionais contra o Irã - com um "cheque que o governo foi incapaz de cobrar".

Com um turbante negro, o principal candidato conservador defendeu a assistência aos mais pobres e a criação de empregos, seu tema predileto: "Temos que criar um milhão de empregos por ano".

O prefeito de Teerã, Mohamed Bagher Ghalibaf, que retirou sua candidatura a favor de Raisi, disse que Rohani se dedicou apenas a servir a elite, "4%" da população.

As eleições presidenciais de sexta-feira serão um duelo entre Rohani, que se apresenta para um segundo mandato de quatro anos, e Raisi.

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