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(8 mai) Capriles participa de uma manifestação em Caracas

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O líder da oposição venezuelana Henrique Capriles denunciou que as autoridades do seu país o impediram de viajar para Nova York nesta quinta-feira para participar de uma reunião com o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU.

"Eu não poderei participar da reunião com o Alto Comissariado para os Direitos Humanos. Estou fora da área de Migração, sem passaporte", disse Capriles, via Periscope, no aeroporto internacional de Maiquetia, que atende Caracas.

Em outras imagens transmitidas pelo Periscope, Capriles aparece em uma sala da migração do aeroporto.

"Fui informado de que o meu passaporte foi cancelado", disse ele.

"Meu passaporte é válido até 2020. O que eles querem é que eu não vá para as Nações Unidas", acrescentou, observando que foi "detido" pelas autoridades.

Depois de deixar a área de migração, Capriles afirmou que estava retornando a Caracas para participar da marcha organizada pela oposição em rejeição ao que chamam de "repressão brutal" contra os protestos que já deixaram 43 mortos em sete semanas.

O líder da oposição deveria encontrar na sexta-feira o alto comissário Zeid Ra'ad Al Hussein.

No final de 2015, em Genebra, Maduro chamou de vergonhosa uma mensagem de vídeo em que o diplomata denunciava o assédio contra o sistema judicial venezuelano.

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