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Bandeira da Venezuela em Caracas, no dia 10 de julho de 2017

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Os líderes do ataque de domingo passado ao Forte Paramacay, no norte da Venezuela, foram capturados pelas forças de segurança, anunciou nesta sexta-feira o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino.

Foram capturados "os autores materiais e intelectuais do ataque paramilitar e terrorista" ao Forte Paramacay, estado de Carabobo (norte), o capitão Juan Caguaripano Scott e o primeiro-tenente Jefferson García, escreveu Padrino no Twitter.

"Esta captura foi um duro golpe no terrorismo fascista que a direita venezuelana tem posto em prática nos últimos meses. Quem trair a pátria, quem fizer armas contra a FANB (Força Armada) e o povo receberá um castigo exemplar", acrescentou.

Na madrugada de domingo, cerca de vinte homens invadiram o Forte Paramacay. Dois atacantes foram mortos em combates que se estenderam por três horas e oito foram detidos, entre eles um homem ferido.

O grupo era encabeçado por Caguaripano, que estava no exílio depois de ser expulso em 2014 da Força Armada por rebelião e traição.

Após o ataque, Caguaripano conseguiu fugir e subtrair armas da instalação, assim como García, acusado de ter vazado informação aos atacantes sobre a segurança do Forte Paramacay. Segundo Padrino, era o encarregado pelo armamento.

O ataque fez aumentar as tensões na crise venezuelana, em meio a protestos que exigem a saída do poder do presidente Nicolás Maduro e que deixam 125 mortos em quatro meses, aprofundadas ainda por uma Assembleia Constituinte instalada na semana passada que a oposição qualifica como uma manobra para instaurar uma ditadura.

Pouco antes da investida, Caguaripano, acompanhado de militares com armas longas, apareceu em um vídeo divulgado nas redes sociais, declarando-se em rebelião contra o que chamou de uma "tirania ilegítima".

AFP