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Caravana migratória hondurenha rumo aos EUA às portas do México

Grupo de migrantes hondurenhos parte da Cidade da Guatemala para os EUA afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. janeiro 2019 - 17:23
(AFP)

Parte das centenas de hondurenhos que deixaram seu país na terça-feira em busca de um futuro melhor nos Estados Unidos conseguiu entrar no México na quinta-feira, enquanto o resto da caravana de cerca de dois mil imigrantes continuou sua jornada pela Guatemala.

Pelo menos 200 migrantes entraram na cidade guatemalteca de Tecún Umán, no sudoeste, pelo posto fronteiriço mexicano em Ciudad Hidalgo, constatou a AFP.

O grupo, formado principalmente de hondurenhos e alguns salvadorenhos, cruzou a fronteira depois que os agentes de imigração mexicanos registraram seus dados e iniciaram um processo para conceder uma permissão especial, dentro de cinco dias.

O objetivo dos migrantes, que fizeram um acampamento no principal parque de Tecún Umán para pernoitar, é voltar à estrada para ingressar em território mexicano e chegar à fronteira sul dos Estados Unidos.

O exército instalou barracas de campanha, mas muitos terão de dormir ao ar livre e a temperaturas baixas. A Igreja católica providenciou alimentos para as crianças e o ministério da Saúde guatemalteco distribuiu medicamentos para os migrantes com ferimentos nos pés e irritação nos olhos por causa da poeira da estrada.

Embora inicialmente o grupo tenha sido calculado em cerca de 1.000 pessoas, as autoridades guatemaltecas colocaram em torno de 2.000 o número de migrantes hondurenhos que partiram terça-feira da cidade de San Pedro Sula, no norte de seu país.

Outra caravana de cerca de 200 salvadorenhos saiu na quarta-feira da capital do país centro-americano.

Esses fluxos migratórios provocaram a ira do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu novamente a construção de um muro na fronteira de seu país com o México.

O governo de Andrés Manuel López Obrador, por sua vez, anunciou que investirá recursos para maior segurança na fronteira.

Guatemaltecos, hondurenhos e salvadorenhos querem alcançar os Estados Unidos principalmente por causa da pobreza e dos altos índices de violência criminal em seus países que compõem o Triângulo Norte da América Central.

Segundo as autoridades de Honduras no México, há cerca de 2.500 hondurenhos em albergues no território mexicano, e apenas 3% deste contingente têm chances de entrar nos Estados Unidos.

Cerca de 13.000 hondurenhos partiram em caravanas desse tipo, das quais 7.270 retornaram ao país, segundo a chancelaria hondurenha.

Onze hondurenhos morreram na empreitada.

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