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Carro-bomba provoca pânico em Bogotá

Populares aguardam notícias diante da academia de polícia de Bogotá após atentado. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. janeiro 2019 - 19:52
(AFP)

O céu ficou cinza e as sirenes acabaram com o silêncio de quem não entendia o que se passava. O carro-bomba ativado em uma academia de polícia no sul de Bogotá inundou de pânico e indignação um país que busca virar a página da violência.

"Quando voltamos a olhar a escola o céu estava cinza de fumaça. As pessoas corriam, as sirenes... horrível, horrível... parecia o fim do mundo", disse à AFP Rosalba Jiménez, comerciante de 62 anos.

Em sua loja de roupas, frequentada pelos estudantes da academia de polícia, todos os vidros foram destruídos, mas no local ninguém ficou ferido.

O atentado matou dez pessoas, incluindo uma cadete equatoriana, e deixou 65 feridos.

Por volta das nove e meia da manhã os vizinhos da Escola de Oficiais General Francisco de Paula Santander foram sacudidos por uma forte explosão, que fez lembrar as épocas do 'narcoterrorismo' de Pablo Escobar ou da extinta guerrilha das Farc.

Uma caminhonete Nissan Patrol modelo 1993 carregada com 80 quilos de explosivos foi detonada dentro da academia militar, segundo as autoridades.

"Vi que todos os cadetes correram (...) em direção à escola", disse Berta Tucen, 62 anos, que teve os vidros de seu armazém estilhaçados. "Foi um completo caos".

A AFP pode apurar na conversa entre policiais que um cão treinado para a identificação de explosivos percebeu a carga e ao se ver descoberto, o motorista acelerou e atropelou um policial. Três agentes saíram em perseguição ao veículo, que segundos depois explodiu.

A explosão matou imediatamente José Aldemar Rojas Rodríguez, identificado como o autor do atentado, os três policiais.

Mauricio Cárdenas pedalava por uma ciclovia próxima à academia e viu quando os policiais mandaram o carro parar, segundos antes da violenta explosão. "Um instante e 'bom'. Foi imediato", assinalou o técnico de 53 anos.

"Logo chegaram as motos da polícia e começaram a fechar o local", contou.

Nem as autoridades nem a população se aventuravam a apontar os responsáveis. Com as Farc transformadas em partido político, na Colômbia operam hoje apenas o Exército de Libertação Nacional (ELN), dissidentes das Farc e grupos de narcos de origem paramilitar.

Familiares dos cadetes aguardavam diante da academia notícias de seus parentes, enquanto nas redes sociais cidadãos e setores políticos manifestavam seu repúdio ao ato criminoso.

"É preciso dizer às pessoas que não façam isto. Somos um país que quer a paz e isto não pode acontecer" declarou entre lágrimas Carlos Andrés Mancilla, parente de dois policiais. "Os terroristas (...) riem enquanto nós choramos".

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