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A imagem de Tupac Shakur projetada no palco em show de Treach, YG, T.I. e Snoop Dogg, em Nova York, em 2007

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Tupac Shakur, rapper americano assassinado em 1996, terminou seu romance secreto com Madonna há mais de duas décadas porque temia que a relação com a pop star branca prejudicasse a sua imagem, revelou uma carta.

A missiva, datada de janeiro de 1995, será colocada à venda no fim de julho por uma casa de leilões americana.

No texto, Tupac diz à Madonna que "nunca quis te machucar". "Para você, ser vista com um homem negro não ameaçaria a sua carreira, talvez até fizesse você parecer mais aberta e interessante", escreveu o rapper numa folha pautada.

"Mas, pelo menos na minha visão inicial, senti que, com a minha 'imagem', eu estaria decepcionando metade das pessoas que fizeram eu ser quem sou", completou.

Na época, Tupac era uma das lideranças do hip hop americano e fazia sucesso com suas músicas que frequentemente denunciavam a violência da polícia americana e os problemas da comunidade negra.

Na carta, ele disse a Madonna que leu uma entrevista em que a pop star disse: "'Estou disposta a reabilitar todos os rappers e jogadores de basquete', ou algo assim. Essas palavras me feriram profundamente, ainda mais porque nunca soube de você ficar com nenhum outro rapper além de mim".

A curta relação dos ícones do mundo da música só foi revelada por Madonna há dois anos.

A casa de leilões Gotta Have Rock and Roll vai vender a carta no fim deste mês. Ela foi divulgada pelo tabloide americano TMZ.

Pouco após o fim do namoro, Tupac foi preso acusado de assédio sexual. Ele deixou a prisão com uma imagem pública de rei do rap e gangster e foi morto no ano seguinte, aos 25 anos, num tiroteio até hoje não esclarecido, em Las Vegas.

O rapper estava noivo da designer Kidada Jones quando foi assassinado.

AFP