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O projeto começará digitalizando 200 cartas relacionadas à Primeira Guerra Mundial, que têm a sua disponibilização on-line prevista para novembro de 2018, para o centenário do armistício

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Digitalizar e disponibilizar on-line de forma gratuita cerca de 6.000 cartas escritas ou recebidas pelo escritor francês Marcel Proust: esse é o projeto das universidades americana de Illinois e francesa de Grenoble, entre outras.

A relação entre o autor de "Em busca do tempo perdido" e a Universidade de Illinois, no norte dos Estados Unidos, se encontra na figura de um de seus professores, o americano Philip Kolb.

Graças a ele, toda a correspondência conhecida e acessível de Marcel Proust, cerca de 5.300 cartas divididas em 21 volumes, foi publicada, e outras centenas identificadas.

As trocas de correspondência do escritor francês foram muito maiores, 20.000 documentos, segundo Kolb, mas a maioria foi destruída, ou extraviada.

A Universidade de Illinois já comprou 1.200 cartas e continuará comprando enquanto o orçamento permitir, indicaram o professor François Proulx e a bibliotecária responsável pela coleção, Caroline Szylowicz.

As missivas daquele que é considerado por muitos o escritor francês mais importante do século XX são regularmente leiloadas por dezenas de milhares de euros.

Para dar vida a essa correspondência, a Universidade de Illinois começará a sua digitalização nas próximas semanas, em colaboração com as instituições francesas Universidade de Grenoble, o Instituto de Textos e Manuscritos Modernos e a Biblioteca Nacional da França.

O projeto começará digitalizando 200 cartas relacionadas à Primeira Guerra Mundial, que têm a sua disponibilização on-line prevista para novembro de 2018, para o centenário do armistício.

"Isso nos permite ter uma primeira cristaleira com um conjunto coerente", explica Proulx.

"Não estávamos muito convencidos de que as cartas de sua juventude fossem as mais interessantes para começar", assinala Szylowicz sobre esta primeira fase, apoiada pela embaixada da França.

Por conta de sua saúde frágil, Marcel Proust não lutou na guerra, diferentemente de seu irmão mais novo, Robert, com que manteve correspondência enquanto ele estava no front.

As cartas colocadas on-line irão acompanhadas de uma indicação: "isso permite decifrar a escrita de Marcel Proust, que nem sempre é fácil de ler", continua Proulx. O site também irá disponibilizar links para artigos da imprensa aos quais as missivas fazem referência.

O objetivo do projeto, cuja data de término ainda não foi definida, é colocar on-line toda a correspondência disponível do escritor francês.

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AFP