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(Arquivo) Foto cedida em 10 de maio de 2017 pelo Ministério russo das Relações Exteriores mostra o presidente americano, Donald Trump, e o chanceler russo, Serguei Lavrov, em Washington DC

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A Casa Branca descartou nesta terça-feira que o presidente Donald Trump tenha exposto a segurança nacional durante seu diálogo com o chanceler russo, Sergei Lavrov, ao revelar a ele informações de inteligência consideradas altamente secretas.

"De nenhuma maneira o presidente manteve uma conversa inapropriada ou que tenha resultado em qualquer forma de exposição da segurança nacional", garantiu o general Herbert McMaster, assessor de Trump para a Segurança Nacional.

De acordo com denúncias da imprensa, neste diálogo com Lavrov, Trump mencionou que o grupo radical Estado Islâmico planejava ataques contra os Estados Unidos utilizando computadores portáteis em voos.

No entanto, segundo fontes de alto escalão do governo citadas de forma anônima pela imprensa, esta informação foi fornecida aos Estados Unidos por um aliado com a condição de não repassá-la a ninguém, nem mesmo a outros países aliados, para não expor a fonte dos dados.

Nesta terça-feira, McMaster se negou a fornecer detalhes sobre quais aspectos da conversa entre Trump e Lavrov incluiu informações secretas e nem mesmo se isso efetivamente ocorreu, mas garantiu que o diálogo foi "completamente apropriado".

No entanto, o assessor de Segurança Nacional afirmou que Trump não foi informado sobre a fonte de alguns dados de inteligência mencionados no diálogo com Lavrov.

No início da manhã, Trump afirmou na rede Twitter que, como presidente, tinha o direito absoluto de compartilhar fatos com a Rússia.

"Como presidente, quis compartilhar com a Rússia (em um evento aberto da Casa Branca), como é meu direito absoluto, fatos sobre terrorismo e segurança aeronáutica", escreveu Trump em uma série de tuítes.

Além disso, expressou o presidente, queria que "a Rússia aumentasse de forma importante sua participação na luta contra o EI e o terrorismo".

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