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(Arquivo) Susan Rice, assessora para segurança nacional do presidente Barack Obama, em Washington, DC, no dia 1º de abril de 2016

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Os Estados Unidos felicitaram o governo colombiano, nesta quinta-feira (23), por ter chegado a um acordo de cessar-fogo definitivo com a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), abrindo caminho, finalmente, para a solução de um conflito armado de mais de meio século.

"Apesar de persistirem os desafios no momento em que as duas partes continuam negociando um acordo de paz definitivo, o anúncio de hoje representa um importante avanço para pôr fim ao conflito", comentou a conselheira de Segurança Nacional do presidente Barack Obama, Susan Rice.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) também celebrou o anúncio.

Reunidos em uma sessão extraordinária do Conselho Permanente, as representações dos 34 países da OEA aplaudiram de pé, depois que o secretário-geral da organização, Luis Almagro, mencionou o "passo transcendental" dado pela Colômbia rumo à paz.

Almagro ofereceu sua "homenagem a todos os atores que fizeram a paz na Colômbia", destacando o presidente Juan Manuel Santos e os líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"É um passo transcendental para a Colômbia e para o nosso hemisfério", acrescentou Almagro, reiterando sua mensagem do dia anterior.

Convocada para discutir o estado da democracia na Venezuela, a sessão do Conselho Permanente teve vários apartes das delegações para ressaltar o acordo de cessar-fogo e felicitar a Colômbia.

O embaixador da Colômbia, Andrés González, deu um "muitíssimo obrigado" por todas as "expressões de apoio generosas" dos países.

O chanceler do Equador, Guillaume Long, expressou sua "alegria" com a assinatura do acordo.

"Grande alegria pelo cessar-fogo entre o governo colombiano e as Farc", afirmou o diplomata em sua conta no Twitter.

"Acompanhemos a paz da Colômbia, da América Latina e de todos. Felicitações!", completou.

O Equador acolherá diálogos de paz entre a Colômbia e o Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha do país. Ainda não há data para essas negociações, que também serão realizadas na Venezuela, no Chile, no Brasil e em Cuba. Junto com a Noruega, esses países serão os fiadores desse novo processo de paz.

Europeus elogiam acordo histórico

A União Europeia (UE) destacou, por sua vez, o caráter "histórico" do acordo.

"Hoje assistimos a um histórico anúncio em Havana", elogiou, em nota, a chefe da diplomacia europeia, a italiana Federica Mogherini.

"Todos os esforços devem se orientar, agora, para chegar a um acordo final global, que abra caminho para uma paz duradoura no país, com base em uma verdadeira reconciliação nacional e de justiça", defendeu Mogherini, que também pediu que sejam garantidas as indenizações às vítimas do conflito.

A UE reconheceu ainda "o forte compromisso e a determinação" das partes envolvidas nas negociações.

Segundo Mogherini, "a UE (...) continuará apoiando [a Colômbia] nessa última etapa das negociações e durante o pós-conflito".

A diplomata europeia reiterou a promessa feita no final de maio ao presidente Juan Manuel Santos de uma ajuda de 575 milhões de euros (cerca de US$ 650 milhões) para a consolidação da paz.

Além disso, a UE pediu ao ELN que "siga o exemplo [das Farc] para pôr fim à violência, depor as armas e iniciar um processo político produtivo".

No mesmo tom, o chanceler francês, Jean-Marc Ayrault, destacou que o acordo abre "caminho para uma conclusão rápida de um acordo de paz global".

"A França dará seu apoio a essas negociações" e está "disposta" a participar da missão de observação do cessar-fogo, prevista em uma resolução adotada em janeiro pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, acrescentou o ministro francês das Relações Exteriores, em nota enviada à AFP.

AFP