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Castillo pede a tribunal eleitoral peruano que respeite a vontade popular

O candidato de esquerda Pedro Castillo durante uma entrevista coletiva em Lima em 15 de junho de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. junho 2021 - 09:02
(AFP)

O candidato de esquerda Pedro Castillo fez um apelo na terça-feira à noite ao tribunal eleitoral do Peru para que respeite a vontade popular e anuncie uma decisão rápida sobre a impugnação de votos, depois que a apuração final mostrou uma leve vantagem de sua candidatura sobre a rival de direita Keiko Fujimori.

"Peço às autoridades eleitorais que, de uma vez por todas, deixemos de prolongar e deixar o povo peruano em sofrimento, e que se respeite a vontade popular deste país", disse Castillo para milhares de seguidores durante um comício em Lima, após o anúncio da apuração final das urnas, nove dias após o segundo turno presidencial, mas antes de uma definição sobre os pedidos de impugnação de votos.

"Esta noite não deve ser apenas de júbilo, mas de grande responsabilidade, não nos deixemos levar por ilusões nem pretensões (...) hoje começa a verdadeira batalha para terminar com as grandes desigualdades que a pátria tem", completou.

A apuração oficial de 100% das urnas foi anunciada na terça-feira e mostra o esquerdista Castillo com 50,12%, com 44.058 votos a mais que Fujimori, mas o Júri Nacional de Eleições (JNE) ainda deve tomar uma decisão sobre os pedidos de impugnação de votos antes de proclamar o vencedor.

Fujimori impugnou e pediu a anulação de quase 200.000 votos com a esperança de reverter a vantagem do rival.

Castillo, um professor da região rural de 51 anos, aproveitou a ocasião para saudar os observadores internacionais que destacaram a transparência da eleição peruana, incluindo uma missão da OEA.

"Agradeço aos organismos internacionais que se manifestaram e afirmaram que a festa democrática não teve nenhuma objeção, nenhuma alteração", disse.

Ele reiterou que seu governo respeitará o investimento privado, moderando sua posição a favor das estatizações expressada no início da campanha, e rejeitou comparações com o governo da Venezuela.

"Não somos chavistas, não somos comunistas, ninguém veio para desestabilizar este país, somos trabalhadores, somos lutadores, somos empreendedores e garantiremos uma economia estável", afirmou, em meio a aplausos.

O segundo turno de 6 de junho teve nível de participação de 74,5% e os observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmaram em um relatório preliminar que o processo eleitoral foi limpo, "sem graves irregularidades".

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