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Fronteira entre o Catar e a Arábia Saudita, em Abu Samrah, no dia 23 de junho de 2017

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O Catar, isolado por seu suposto apoio ao "terrorismo" e sua aproximação do Irã, grande rival na região da Arábia Saudita, rejeitou de forma implícita uma lista de exigências de seus adversários árabes, ao considerar que vão contra sua soberania nacional.

Essa lista, que pede entre outras coisas o fechamento do canal de televisão Al Jazeera, a redução das relações com Teerã e o fechamento de de uma base militar turca, foi enviada em 22 de junho a Doha, que tinha um prazo de 10 dias, até domingo à noite, para dar uma resposta.

"A lista de pedidos foi feita para ser rejeitada", declarou o ministro de Exteriores do Catar, Mohamed ben Abderrahman al Thani, no sábado em Roma.

Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Egito romperam em 5 de junho suas relações diplomáticas com o Catar, acusando o país de apoiar "o terrorismo" e de se aproximar do Irã, rival de Riade.

Doha nega essas acusações e afirma que ninguém tem direito a ditar sua política exterior.

"Todo mundo é consciente de que esses pedidos aspiram a usurpar a soberania do Estado do Catar", afirmou Al Thani na capital italiana.

AFP