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O chanceler equatoriano Ricardo Patiño participa de coletiva de imprensa, em Montevidéu, no dia 9 de fevereiro de 2015

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A Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) começou a delinear nesta terça-feira, em Quito, sua agenda de trabalho até 2020, com vistas a erradicar a pobreza extrema que afeta 71 milhões de pessoas na região.

"O coração da nossa proposta programática, desta agenda quinquenal ou agenda 2020, está na necessidade de erradicar a pobreza extrema na região", disse o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, por ocasião de uma reunião ministerial do organismo.

Em 2014, foi registrada na região uma pobreza de 28% (167 milhões de habitantes), incluindo 12% (71 milhões) de pessoas em condição de indigência, segundo a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL).

O processo de redução da pobreza na América Latina estagnou em torno de 28% desde 2012, em um contexto de desaceleração econômica, destacou a CEPAL.

Patiño acrescentou que "devemos encontrar soluções integrais e conjuntas e, por isso, os eixos da agenda 2020 se alinham claramente com o objetivo primordial da erradicação da pobreza e da miséria na região".

Os chanceleres da CELAC celebraram em Quito um encontro de um dia para montar a agenda com cinco eixos de trabalho: eliminação da pobreza extrema, fortalecimento da educação superior, definição de uma postura sobre as mudanças climáticas, infra-estrutura para a comunicação e financiamento para o desenvolvimento.

Ao assumir a presidência pró-tempore do organismo, em janeiro, o presidente equatoriano, Rafael Correa, lamentou que que nenhuma universidade latino-americana esteja entre as 100 melhores do mundo.

Ele estabeleceu como meta para o próximo período de cinco anos que os países da CELAC tenham doze instituições de ensino superior entre as 200 melhores do mundo.

Além disso, convocou o bloco a prestar mais atenção à ciência, à tecnologia e à inovação para alcançar o desenvolvimento.

Antes da reunião ministerial, Patiño declarou à imprensa que "hoje não vamos poder definir, aprovar uma agenda", mas que será estabelecido um prazo para que os membros "acabem de apurar os termos da proposta".

O chanceler acrescentou que a CELAC também buscará mecanismos para que alguns de seus parceiros que não têm relações diplomáticas com a China possam ter acesso ao financiamento desta nação, que ofereceu empréstimos de 35 bilhões de dólares.

O ministro disse, ainda, que nos próximos anos a expectativa da América Latina e do Caribe é aumentar o comércio com a China de 250 a 500 bilhões de dólares ao ano.

AFP