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Crianças esperam para receber comida, em Mogadíscio, em 19 de janeiro de 2012. Relatório da ONU advertiu que existem taxas de desnutrição alarmantes na capital da Somália.

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Cerca de 350.000 pessoas precisam urgentemente de ajuda alimentar em Mogadíscio, a capital da Somália, devastada pela guerra, advertiu a ONU neste sábado, acrescentando que outras cidades também sofrem com a crise.

"A situação da segurança alimentar piorou e há problemas devido à seca em alguns locais da Somália", indica um relatório do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, segundo suas siglas em inglês).

"As organizações de ajuda não conseguiram enfrentar as necessidades de 350.000 pessoas deslocadas em Mogadíscio", acrescenta o documento, advertindo que existem taxas de desnutrição alarmantes na capital.

Esta informação foi divulgada três anos depois que mais de 250.000 pessoas, a metade das quais eram crianças, faleceram na devastadora fome de 2011.

O governo da Somália, que assumiu o poder em 2012 e que conta com o apoio internacional, era considerado o mais capacitado para reconstruir o país, devastado por décadas de guerra.

No entanto, as informações de uma fome dentro da capital mancham a imagem do governo, depois de acusações de corrupção e de vários ataques dos insurgentes islamitas shebab, inclusive contra as áreas mais fortificadas.

O relatório do OCHA aponta que sete cidades, incluindo Garowe, Galkayo e Kismayo, encontram-se acima dos níveis de emergência de desnutrição, mas que a maior deterioração foi observada em Mogadíscio.

AFP