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Centenas de palestinos se manifestaram contra o centenário da Declaração de Balfour

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Centenas de palestinos protestaram nesta quinta-feira nas ruas de Ramallah contra o centenário da Declaração de Balfour do governo britânico que, em 1917, abriu a via para a criação de um Estado israelense na Palestina.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, publicou um artigo no qual denuncia uma declaração que levou à "criação de uma pátria para um povo que deu lugar ao despojo e à perseguição contínua do outro".

Vários líderes palestinos pediram ao Reino Unido que se desculpe pela declaração de 67 palavras que diz que o governo britânico via favoravelmente "a criação na Palestina de um lar nacional para o povo judeu".

No protesto, os cartazes falavam de uma "promessa de quem não possui a quem não merece", uma expressão corrente em árabe para falar da Declaração de Balfour.

Outros manifestantes levavam bandeiras pretas pedindo aos refugiados palestinos o direito de voltar para seus lares.

"Balfour prometeu estabelecer a entidade israelense e seu resultado é tudo o que o povo palestino sofre até o dia de hoje: o deslocamento, a destruição e a dor", disse à AFP Abu Haitham Amro, de 70 anos.

"Os palestinos dizem que a Declaração de Balfour foi uma tragédia. Não foi uma tragédia", declarou na quarta-feira o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, antes de partir para Londres, onde comemora o aniversário.

"O trágico é a sua negativa em aceitar isso 100 anos depois. Espero que mudem de opinião, porque se o fizerem, poderemos avançar para fazermos as pazes entre nossos dois povos", acrescentou.

Em um artigo publicado no jornal britânico The Guardian, Abbas criticou a política israelense.

"Temos apoiado a solução de dois Estados durante os últimos 30 anos, uma solução que se torna cada vez mais impossível", escreveu Abbas.

"Enquanto o Estado de Israel continuar sendo celebrado e recompensado" e não prestar contas "por suas contínuas violações do direito internacional, não terá nenhum incentivo para acabar com a ocupação", acrescentou Abbas.

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AFP