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Página inicial do site de relacionamentos Ashley Madison, em 20 de agosto de 2013

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O diretor-executivo do site para encontros adúlteros Ashley Madison se demitiu nesta sexta-feira, depois que um grupo de hackers publicou na internet dados pessoais de milhões de usuários.

A casa matriz Avid Life Media, que opera a página de encontros para homens e mulheres infiéis a seus cônjuges, informou que a empresa e seu CEO Noel Biderman estavam de acordo com a demissão.

Na semana passada, um grupo de hackers divulgou uma nova sequência de dados do serviço online que promove encontros extraconjugais.

Após uma primeira divulgação de 32 milhões de endereços eletrônicos e informações de usuários, esta segunda sequência parece conter arquivos e e-mails internos da empresa.

Especialistas em segurança disseram que os arquivos da primeira divulgação pareciam autênticos e que o vazamento de dados já teria criado uma situação embaraçosa e tido consequências potencialmente calamitosas.

O astro da televisão Josh Duggar, um conhecido ativista dos valores da família tradicional, admitiu ter usado o Ashley Madison após ter aparecido no site de informações Gawker.

"Fui o maior hipócrita da história. Enquanto defendia a fé e os valores da família, fui infiel à minha esposa", declarou Duggar, ex-diretor do grupo de lobby Family Research Council (Conselho de Investigação da Família).

O secretário de Defesa americano, Ashton Carter, informou que o Pentágono está investigando se nos dados divulgados estão membros das Forças Armadas, pois o adultério pode resultar em processo no Exército.

A publicação dos dados ocorre um mês depois de terem sido roubados. O grupo de hackers que se autodenomina "Impact Team" (Equipe de Impacto) disse que está tentando provocar o fechamento do site.

O site Ashley Madison é conhecido pelo slogan "A vida é curta. Curta um caso".

De propriedade da empresa Avid Live Media (ALM), sediada em Toronto, o site põe em contato pessoas que querem ter um relacionamento extraconjugal.

AFP