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CEO da Merck, Kenneth Frazier, em evento com Trump na Casa Branca, em julho passado

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Os CEOs das companhias Merck, Intel e Under Armour deixaram um painel que assessora a Casa Branca, após a reação pouco firme do presidente Donald Trump ao condenar os grupos supremacistas brancos e a violência deflagrada em Charlottesville, Virgínia.

Uma mulher de 32 anos morreu, e outras 19 pessoas ficaram feridas, atropeladas no ataque de um veículo desenfreado no último sábado, em Charlottesville, em meio a confrontos entre supremacistas brancos e manifestantes antirracismo.

Depois de se limitar a culpar "ambas as partes" pela violência em declarações no sábado, Trump se pronunciou ontem mais claramente sobre o episódio. Além de condenar o racismo, de forma mais dura, o presidente americano chamou de "repugnantes" os grupos neonazistas e o Ku Klux Klan (KKK).

Ao longo da campanha eleitoral de 2016, o republicano recebeu o apoio de conhecidos supremacistas brancos.

A ambiguidade da condenação inicial de Trump levou o diretor-executivo da Merck, Kenneth Frazier, um empresário negro, a abandonar o painel que assessora a Casa Branca.

"Os líderes dos Estados Unidos devem honrar nossos valores fundamentais, ao rejeitar claramente as expressões de ódio, intolerância e supremacia, que vão de encontro ao ideal americano de que todas as pessoas são criadas iguais", ensinou Frazier, ao informar sua decisão.

Trump não se intimidou e rebateu a crítica.

"Vai ter mais tempo para se dedicar a reduzir o preço totalmente abusivo dos medicamentos", ironizou o presidente em tuíte a Frazier.

Horas depois, o fundador e CEO da Under Armour, Kevin Plank, também anunciava sua saída do painel.

"A Under Armour está comprometida com a inovação e com os esportes, não com a política", disse Plank em um comunicado, no qual garantiu que "continuarei dedicando meus esforços para inspirar as pessoas que possam fazer qualquer coisa pelo poder do esporte, o qual promove unidade, diversidade e inclusão".

O CEO da Intel, Brian Krzanich, que manifestou sua irritação com a violência em Charlottesville, também deixou o painel. Em nota, alegou que quer "chamar a atenção para o sério dano que o dividido clima político está causando em assuntos cruciais".

"Renuncio porque quero que se avance, enquanto muitos em Washington parecem mais preocupados com atacar quem quer que se expresse em desacordo com eles", completou.

Trump já havia sofrido uma baixa de peso, com a deserção de empresários de alto perfil em outro painel que assessora a Presidência. A saída aconteceu depois que o republicano anunciou, em 1º de junho, a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris contra a Mudança Climática.

Nessa ocasião, renunciaram os CEOs da Disney, Bob Iger, e da Tesla Motors, Elon Musk, somando-se ao ex-presidente da Uber, Travis Kalanick. Este último já havia deixado o painel em fevereiro após o decreto anti-imigração sancionado por Trump.

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AFP