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Diferentemente do desempenho registrado em 2016, quando a região teve queda, em média, de 1%, todos os países vão crescer, exceto a Venezuela e os pequenos Santa Lúcia e Suriname

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A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) confirmou que as economias da região vão crescer em média 1,1% em 2017, à exceção de uma queda abrupta de 7,2% na Venezuela, e disse que espera que a expansão econômica seja maior em 2018.

Diferentemente do desempenho registrado em 2016, quando a região teve queda, em média, de 1%, todos os países vão crescer, exceto a Venezuela e os pequenos Santa Lúcia e Suriname, cujos Produtos Internos Brutos (PIB) devem recuar 0,2%, segundo a Cepal.

A projeção está de acordo com as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), que no mês passado baixou em um décimo, a 1%, sua expectativa de crescimento da região em 2017.

Para 2018, a Cepal estima um crescimento ainda maior.

"Acreditamos que o ritmo de crescimento vai ser melhor que este ano", disse à AFP a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, na apresentação do relatório em Santiago, sede da entidade ligada às Nações Unidas.

- Impulso das matérias-primas -

A melhora do prognóstico econômico regional acontece "graças a um contexto internacional que, apesar dos riscos geopolíticos, mostra melhores expectativas de crescimento e uma melhoria dos preços das matéria-primas que a região exporta", motor das economias latino-americanas.

O comércio mundial "começa a se recuperar, mas ainda em níveis historicamente baixos, então não podemos cantar vitória", disse Bárcena.

Entre os fatores que afetaram positivamente o desempenho econômico da região, a Cepal destacou a moderada recuperação da economia mundial, o maior volume de comércio global e um nível mais alto dos preços básicos - até 12% mais elevados que no ano passado.

Na perspectiva do gasto, há uma suave melhora dos investimentos e maior dinamismo no consumo privado.

Mas, apesar da moderada expansão, o desemprego ainda é uma grande preocupação. A Cepal estima que ele alcance 9,4% neste ano, o equivalente a 23 milhões de latino-americanos sem trabalho, ante os 8,9% de 2016.

- Venezuela em queda -

Após uma retração de 9,7% em 2016, a Venezuela vai voltar a reduzir seu PIB em 2017, a 7,2% em meio à grave crise política que o país enfrenta.

A recuperação do preço do petróleo - em cerca de 20% no primeiro semestre deste ano - "vai arejar um pouco a economia" venezuelana, explica Bárcena.

"Isso vai influenciar muito a dinâmica econômica venezuelana, mas é lógico que há assuntos muito complexos a serem resolvidos", completou.

O Brasil, maior economia da região, deve ter tímida expansão de 0,4% após a abrupta queda de 3,2% registrada no ano passado. A recuperação é atribuída a uma demanda externa maior graças à colheita recorde de grãos.

AFP