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Cerca de 5.000 pessoas marcharam em Santiago contra as detenção de mapuches e seu acionamento judicial sob dura lei antiterrorista

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Cerca de 5.000 pessoas marcharam nesta segunda-feira (9) em Santiago contra as detenção de mapuches e seu acionamento judicial sob dura lei antiterrorista, após ataques incendiários ocorridos na chamada zona de conflito destes aborígines chilenos.

A manifestação 'pela resistência mapuche', convocada por organizações ativistas mapuches, percorreu o centro da capital chilena com representantes do leste e outros povos indígenas ao ritmo de tambores e cornetas tradicionais, em um protesto realizado todos os anos em outubro contra a chegada dos espanhóis à América.

"A marcha de hoje é um ato de protesto pela colonização que sofremos", declarou Rodrigo Curipán, dirigente mapuche, à imprensa.

Dezenas de jovens encapuzados protagonizaram incidentes durante a marcha, montando barricadas e lançando pedras na Polícia chilena, que dispersou os manifestantes com gases lacrimogêneos e jatos d'água.

Os manifestantes pediram a libertação de mais de uma dezena de mapuches que se encontram detidos por sua responsabilidade em diversos atentados ocorridos neste ano contra caminhões, templos religiosos e prédios privados no sul chileno, todos julgados com base na lei antiterrorista, que endurece as penas em relação aos processos judiciais ordinários.

Quatro desses indígenas estão detidos desde o ano passado e interromperam a greve de fome que faziam por mais de 100 dias para que sejam julgados pela lei comum.

"Já não queremos mais armas em nosso território mapuche, já não queremos mais lei antiterrorista", gritaram os milhares de manifestantes.

A presidente Michelle Bachelet decidiu, na semana passada, pedir à Justiça para reconsiderar a aplicação da severa lei antiterrorista para os mapuches em greve, diante da deterioração de seu estado de saúde, em meio a críticas da ONU e de outros organismos internacionais que pediram ao governo chileno não use esta norma para julgar os mapuches.

Os atentados acentuaram o conflito mapuche, no qual esta etnia -a mais numerosa do Chile com cerca de 700.000 habitantes dos 17,5 milhões de habitantes do Chile- exige terras que consideram próprias por direito ancestral e que lhes foram tiradas pelo estado chileno que se as cedeu a empresas florestais.

Os mapuches, gente da terra em sua língua nativa, foram os primeiros habitantes do Chile e parte da Argentina e na atualidade vivem com níveis de pobreza maiores aos do resto da população.

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AFP