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(Arquivo) Cesare Battisti

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O italiano Cesare Battisti, ex-militante de extrema esquerda condenado à prisão perpétua por homicídio em seu país, foi detido nesta quarta-feira na fronteira entre o Brasil e a Bolívia, informou um porta-voz da Polícia Federal.

"Policiais rodoviários federais abordaram um veículo particular onde se encontrava o estrangeiro. Durante a abordagem foi identificado que Cesare Batisti juntamente com dois outros passageiros portavam uma quantia significativa em moeda estrangeira. Por se tratar de região de fronteira, os policiais rodoviários federais comunicaram à Polícia Federal, que realizou o acompanhamento do referido veículo até a divisa entre os dois países", informou o comunicado da Polícia Federal.

"O estrangeiro foi detido no momento em que tentava sair do Brasil em um táxi boliviano. O crime de evasão de divisas se configura quando uma pessoa envia valores para o exterior sem a devida declaração à autoridade competente", acrescentou a PF.

Battisti foi levado à sede da Polícia Federal em Corumbá.

Ex-integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, Battisti foi condenado na Itália à prisão perpétua por quatro homicídios cometidos na década de 1970 e fugiu para o Brasil em 2004, sendo detido em 2007. Dois anos depois, a pedido da Itália, o Supremo Tribunal Federal autorizou sua extradição, negada em 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Ele tinha sido detido pela PRF em uma operação de evasão de divisas. Autoridades brasileiras acreditam que Battisti tentaria se refugiar na Bolívia", noticiou nesta quarta-feira o jornal O Globo.

Segundo o periódico, a suposição se deve a que na semana passada o governo italiano teria pedido a Brasília para reconsiderar a decisão de Lula.

Battisti casou-se com uma brasileira em 2015, no mesmo ano em que teria reconhecido um filho com outra brasileira, destacou o jornal, citando fontes judiciais.

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AFP