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O italiano Cesare Battisti em entrevista com a AFP em Cananéia, São Paulo, em 20 de outubro de 2017

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O ex-ativista italiano de esquerda Cesare Battisti, acusado de assassinato em seu país, foi colocado nesta terça-feira (19) sob vigilância eletrônica à espera de ser julgado por suposta tentativa de evasão de divisas, informou um funcionário da administração penitenciária.

Battisti, que mora em São Paulo, foi até Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, para colocar uma tornozeleira eletrônica.

"Ele chegou por volta das 13h00 e não ficou mais de meia hora. A colocação da tornozeleira em si não durou mais de cinco minutos", detalhou à AFP um porta-voz da administração penitenciária do Mato Grosso do Sul.

Battisti, de 62 anos, foi detido em 4 de outubro com uma quantia de dinheiro em espécie maior do que a permitida em uma localidade fronteiriça com a Bolívia, o que um juiz interpretou como tentativa de fuga.

O ex-ativista, que tem um filho brasileiro de quatro anos, sempre negou que estivesse fugindo e qualificou sua prisão como um "sequestro organizado" para criar condições para que o governo de Michel Temer autorizasse sua extradição.

Cesare Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios na década de 1970, dos quais se declara inocente, mas fugiu e passou 30 anos entre México e França, onde desenvolveu uma bem-sucedida carreira de escritor de romances policiais, antes de fugir para o Brasil em 2004.

Seis anos depois, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou sua extradição, que havia sido autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

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AFP