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(Maio) Prédios destruídos na cidade síria de Deraa

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O cessar-fogo em vigor desde domingo no sul da Síria, sob a mediação de Rússia, Estados Unidos e Jordânia, está sendo respeitado globalmente, afirmou nesta quarta-feira o chanceler russo, Serguei Lavrov.

"A zona sudoeste [de distensão] já se formou com a participação de militares e diplomatas russos, americanos e jordanianos", declarou Lavrov em uma coletiva de imprensa com seu colegar belga Didier Reynders.

"Esta zona já permitiu uma queda rápida do nível de violência", acrescentou o chefe da diplomacia russa.

Ele disse esperar que o próximo ciclo de negociações sobre a Síria, em agoto, em Astana, chegue a um acordo similar sobre um cessar-fogo em outras três zonas, Idlib (noroeste), Homs (centro) e Ghuta Oriental (periferia de Damasco).

O cessar-fogo entrou em vigor no domingo em três províncias do sul da Síria.

Damasco havia decretado um cessar-fogo unilateral de alguns dias na segunda-feira da semana passada no sul do país, coincidindo com a realização de negociações com os rebeldes em Astana, capital do Cazaquistão.

Na sexta-feira, Lavrov, anunciou, à margem da cúpula do G20, que os russos e os americanos haviam acertado um cessar-fogo no sul da Síria.

O acordo abrange as províncias de Daraa, Suweida e Quneitra, onde violentos confrontos foram travados nas últimas semanas entre as forças pró-governo e grupos rebeldes.

Estas províncias estão entre as "áreas de desescalada" do plano concluído em maio entre a Rússia e o Irã, aliados do regime de Damasco, e a Turquia, que apoia os rebeldes.

Em uma primeira etapa, "a segurança em torno desta área será assegurada pelas forças e meios da polícia militar russa em coordenação com os jordanianos e americanos", segundo explicou Serguei Lavrov.

O conselheiro para a Segurança Nacional de Donald Trump indicou no sábado que o cessar-fogo no sul da Síria era uma "prioridade" para os Estados Unidos e "um passo importante" para a paz.

Moscou considera que esta "zona de desescalada" no sul do país só poderia ser implementada com o acordo dos Estados Unidos e da Jordânia, país que faz fronteira com a Síria.

A guerra na Síria, que já fez mais de 320.000 mortos, foi desencadeada em 2011 pela repressão de manifestações pró-democracia pacíficas, mas tornou-se extremamente complexa ao longo dos anos, com o envolvimento de múltiplos atores em um território cada vez mais fragmentado.

AFP