Champs Elysées, símbolo de Paris e de celebrações populares

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Policiais bloqueiam acesso à avenida Champs Elysées em Paris, após ataque

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A avenida de Champs Elysées, onde um policial morreu na quinta-feira em um ataque reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, é, como a Torre Eiffel, um dos símbolos de Paris, ponto de parada obrigatória dos turistas e centro de celebrações da capital francesa.

Conhecida como "a avenida mais bela do mundo", seus dois quilômetros de comprimento ligam o Arco do Triunfo à Place de la Concorde, em um percurso repleto de palácios, teatros, lojas de luxo e museus.

Todos os anos, a artéria mais conhecida de Paris se veste de gala para acolher grandes celebrações, como o tradicional desfile militar de 14 de julho e a chegada do tour de France.

Em outras ocasiões, a multidão se concentra de forma espontânea nesta zona, como em 1998, depois da vitória da seleção francesa na Copa do Mundo de Futebol.

Milhões de pessoas visitam seu mercado de Natal, e centenas de milhares de parisienses e turistas comemoram o fim do ano nesta rua.

Tanto os grandes como os pequenos acontecimentos históricos da França passaram pela Champs Elysées.

Este eixo que vai do leste ao oeste da cidade era antigamente uma sucessão de campos, até que o espaço foi desenhado em 1670 por André Le Nôtre, o jardineiro do rei Luis XIV.

Foi por ali que passou, em 1789, o cortejo de parisienses que foram buscar Luis XVI em Versailles.

Napoleão quis transformar esse passeio em uma avenida triunfal, e encomendou o arco que o limita ao oeste, em homenagem às suas forças armadas, que foi inaugurado em 1836 pelo rei Luis Felipe.

Os soldados franceses desfilaram pela primeira vez pela Champs Elysées em 14 de julho de 1915.

E foi também nesta avenida que o general de Gaulle comemorou a libertação de Paris da ocupação alemã, em 26 de agosto de 1944.

Em 1986, ocorreram dois atentados: o primeiro, em 3 de fevereiro, na Galerie du Claridge, que deixou um morto e oito feridos, e o segundo, em 20 de março, na Galerie Point Show, com um balanço de dois mortos e 29 feridos.

Em 14 de julho de 2002, um militante de extrema-direta tentou matar o presidente Jacques Chirac, com uma carabina escondida em uma capa de violão, e foi desarmado por transeuntes.

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