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O chanceler chileno Heraldo Muñoz em La Serena, a 450 km ao norte de Santiago, no dia 4 de setembro de 2017

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O chanceler chileno, Heraldo Muñoz, negou nesta segunda-feira ter-se intrometido em assuntos internos da Venezuela depois de expressar sua "preocupação" pela proibição de viajar para a Europa sofrida por Lilian Tintori, esposa do opositor preso Leopoldo López.

Muñoz foi acusado no domingo por seu colega venezuelano Jorge Arreaza, de ter cometido uma "desrespeitosa intromissão" por apoiar Tintori, de quem agentes de migração do aeroporto de Caracas tiraram o passaporte, impedindo que ela entrasse no avião com destino para a Europa.

"Nos causa extrema preocupação quando há medidas como a retenção do passaporte e o impedimento de que Lilian Tintori possa viajar", reafirmou Muñoz, nesta segunda-feira, em declaração à imprensa.

"A essa altura, pronunciar-se sobre assuntos que têm a ver com os direitos humanos é absolutamente ratificado pelo direito internacional de modo que isso não é intromissão", acrescentou.

A proibição à viagem de Tintori acontece em meio a uma investigação que foi aberta contra ela depois da denúncia do governo de Nicolás Maduro de ter encontrado 205 milhões de bolívares (61.000 dólares pelo câmbio oficial e cerca de 11.000 dólares no paralelo) em um veículo de sua propriedade.

O chanceler chileno reiterou que seu país deseja "uma saída pacífica e negociada à crise profunda que vive a Venezuela", onde umas 125 pessoas morreram em manifestações entre abril e julho e centenas de opositores ao governo de Nicolás Maduro foram detidos.

O Chile concedeu na semana passada asilo a cinco juristas opositores venezolanos, que pediram proteção na embaixada chilena em Caracas.

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AFP