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O vice-presidente venezuelano, Aristóbulo Istúriz (E), e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 14 de junho de 2016

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O vice-presidente venezuelano, Aristóbulo Istúriz, convocou neste domingo uma mobilização para defender a "revolução" chavista na quinta-feira, mesmo dia em que a oposição marchará em Caracas para exigir um referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro.

Istúriz anunciou que as mobilizações chavistas começarão na terça-feira, em Caracas, e seguirão por três estados do país, dois deles próximos da capital, advertindo que na quinta-feira "vamos mobilizar todo o país".

Nesse dia, "vamos mobilizar a parte do centro e vamos mobilizar Caracas também e vamos ver como a coisa fica", disse o vice-presidente em um ato público, assegurando que a marcha opositora é "um plano desestabilizador golpista para tentar derrubar Maduro".

Istúriz afirmou que os opositores estão buscando violência e mortos nesta marcha, mas as forças antichavistas exortou que seja pacífica e acusaram o governo de ser o que, com gestos como as 'contramarchas', busca causar vítimas.

"Agora é o momento mais perigoso para a revolução porque eles fracassaram em tudo", advertiu o vice-presidente, assegurando que o referendo revogatório que solicita a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) não ocorrerá.

"Primeiro nos matam, vejam a minha cara, juro pela minha mãe santa, primeiro nos matam antes de tirar nossa revolução!", exclamou.

No sábado, o governo mandou novamente para a penitenciária o ex-prefeito opositor Daniel Ceballos, que estava em prisão domiciliar há um ano, assegurando que tinha planos de fugir e coordenar "atos de violência" na quinta-feira.

Ceballos, ex-prefeito da cidade de San Cristóbal (Táchira, oeste), é acusado de incitar a violência nos protestos de 2014 contra Maduro, que deixaram 43 mortos, juntamente com o opositor Leopoldo López, que cumpre pena de quase 14 anos.

Em meio a uma profunda crise econômica e social, a MUD convocou sua marcha para exigir ao poder eleitoral que anuncie a data para coletar as quatro milhões de assinaturas (20% do colégio eleitoral) necessárias para ativar a consulta.

Se ocorrer antes de 10 de janeiro de 2017 e Maduro perder, haverá eleições. Se for realizado depois e o chefe de Estado tiver o mandato revogado, seu vice completaria os dois anos restantes de seu mandato.

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AFP