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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 9 de junho de 2016

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O chavismo denunciará ante o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) uma eventual fraude na contagem de assinaturas da oposição para validar o referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro.

"A primeira coisa que vamos fazer é ir até a Sala Constitucional (do STJ) para denunciar este delito contra a Constituição", afirmou Jorge Rodríguez, encarregado por Maduro de monitorar o processo que procura colocar a consulta em andamento.

O representante presidencial observou que durante a coleta de assinaturas houve uma série de irregularidades que configuram "fraude" e "crime geral" contra a Constituição.

A queixa será apresentada na segunda-feira na alta corte venezuelana, acusada pela oposição de ser o braço legal do governo após decisões controversas que, entre outras coisas, reduziram os poderes do Parlamento de maioria opositora.

Rodriguez também anunciou que o chavismo apresentará denúncias individuais por falhas legais que, segundo ele, foram registradas durante a coleta de assinaturas.

O porta-voz ecoou as irregularidades listadas na sexta-feira pela presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, quando anunciou as datas para a validação das assinaturas (de 20 a 24 de junho).

O CNE certificou 1,3 milhões de assinaturas, após invalidar 605.727 que "não cumpriram os requisitos", de acordo com Lucena.

Entre as irregularidades, a funcionária mencionou a inclusão de 10.995 assinaturas de pessoas mortas, 3.003 de menores de idade e 1.335 pessoas desabilitadas politicamente.

Para ativar a consulta, a oposição precisa de cerca de 200.000 assinaturas válidas.

AFP