Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Opositores ao governo de Nicolás Maduro assinam formulário para ativar referendo contra o presidente, em Caracas, no dia 27 de abril de 2016

(afp_tickers)

O governo venezuelano descartou nessa segunda-feira represálias contra as pessoas que assinaram pela ativação do referendo revocatório do mandato do presidente Nicolás Maduro.

Questionado por jornalistas sobre possíveis represálias, Jorge Rodríguez, coordenador da comissão designada por Maduro para verificar a autenticidade das assinaturas, assegurou que o governo garante "o direito a viver em democracia" daqueles que assinaram.

Advertiu, entretanto, que o chavismo não permitirá o "jogo duplo" de invocar um mecanismo constitucional para tirar Maduro do poder e pressionar com violência a validação das assinaturas.

"(Os opositores) se mantêm dentro dos canais democráticos ou vamos solicitar que os procedimentos fiquem suspensos até que voltem ao canal democrático", afirmou Rodríguez em frente à sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) em Caracas.

Rodríguez informou que irá "revisar as assinaturas uma por uma".

A plataforma de partidos "Mesa da Unidade Democrática" (MUD) entregou nesta segunda-feira 1,85 milhão de assinaturas ao CNE para pedir a ativação do revocatório.

A oposição, que controla o Parlamento, informou ter recolhido 2,5 milhões de assinaturas em todo o país, 13 vezes mais do que as 195.721 (1% do padrão eleitoral) exigidas pelo CNE para solicitar o início do processo.

O Poder Eleitoral deverá constatar em cinco dias o número de assinaturas e depois chamar as pessoas que assinaram para ratificarem seu apoio com a digital em outros cinco dias. Após a validação, seria autorizada a coleta das quatro milhões de assinaturas exigidas para convocar o referendo.

Rodríguez reiterou o que Maduro disse no último domingo em relação ao referendo: "É uma opção, não uma obrigação".

AFP