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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (E), e o deputado Diosdado Cabello em Caracas em 6 de abril

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O número dois do governo venezuelano, Diosdado Cabello, defendeu nesta quarta-feira o cancelamento dos contratos do Estado com empresários que firmaram a favor do referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro.

"Empresário que apareceu firmando e tem contrato com o Estado?! Por favor, papito lindo! Assim não dá, não pode ter contratos com o Estado" - disse Cabello em seu programa semanal de televisão.

Há uma semana, Cabello defendeu a demissão dos diretores de empresas estatais que apoiaram o recolhimento de assinaturas para ativar o referendo revogatório.

Nesta quarta-feira, Cabello foi mais longe ao propor que os bancos públicos suspendam o crédito aos empresários favoráveis à saída de Maduro.

"O mesmo para os créditos, eles (empresários) são os primeiros a fazer fila para pedir dinheiro, mas depois vão sabotar, não vão entregar as coisas a tempo, não se pode fazer uma revolução no país assim".

"Digam o que quiserem, mas uma revolução se faz com revolucionários, é a única maneira de se fazer uma revolução de verdade".

A oposição entregou no dia 3 de maio 1,8 milhão de assinaturas ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para pedir a ativação do referendo revogatório contra Maduro, superando amplamente as 200 mil firmas requeridas.

O CNE - acusado de seguir as orientações do governo - concluiu na segunda-feira passada a contagem das assinaturas, mas ainda não anunciou o próximo passo: a convocação dos interessados para que validem suas firmas com impressão digital.

A oposição espera realizar a consulta até o final de 2016, mas o governo afirma que os prazos legais não permitirão isto.

AFP