Navigation

Chavistas marcham em repúdio a bloqueio dos EUA contra governo de Maduro

O número dois do chavismo, Diosdado Cabello, participou da marcha contra as sanções dos Estados Unidos afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. agosto 2019 - 21:38
(AFP)

Milhares de seguidores do chavismo marcharam nesta quarta-feira (7) em Caracas, em repúdio ao bloqueio de ativos da Venezuela nos Estados Unidos, com o qual o presidente Donald Trump busca asfixiar o governo de Nicolás Maduro.

Vestidos de vermelho, com bandeiras venezuelanas e do partido do governo, os manifestantes se concentraram em frente a um palanque no centro da capital para ouvir os altos dirigentes governistas.

"Yankee Go Home", "Hands Off Venezuela", lemas do chavismo, eram repetidas pelos participantes, a maioria da milícia (corpo civil subordinado à Força Armada) e funcionários públicos.

"Estamos lutando com esta guerra que está tornando nossa vida impossível", disse à AFP Marta Elena Flores, de 62 anos e facilitadora dos programas sociais do governo. Trump "tem impulso, ânsia, fome de poder, de querer se apoderar da Venezuela".

"Com bloqueio ou sem bloqueio vamos sair adiante", indicou Berta Carrillo (68), vestida com roupa camuflada de miliciana.

Trump, que não reconhece Maduro e apoia o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino do país petroleiro, ordenou na noite de segunda-feira o congelamento de todos os ativos do governo venezuelano nos Estados Unidos, uma medida que não era aplicada há três décadas contra um país americano.

A ordem, que acarreta sanções a qualquer empresa que fizer transações comerciais com o governo socialista, é a última de uma série de medidas punitivas contra Maduro, que inclui um embargo petroleiro.

"É uma nova agressão em meio à loucura dos genocidas que governaram os Estados Unidos", disse Diosdado Cabello, presidente da governista Assembleia Constituinte e número dois do chavismo.

"O que fizeram é levar sofrimento ao povo, inclusive o povo opositor".

Guaidó, líder do Parlamento, único poder controlado pela oposição, insistiu nesta quarta-feira em que as sanções só vão afetar a cúpula chavista e não o cidadão comum.

"São para o regime, são para Maduro, produto da soberba", disse, durante um pequeno ato no leste de Caracas para exigir a libertação do deputado Juan Requesens, detido há um ano acusado de ter vínculos com um suposto atentado com drones contra Maduro.

"Aqui há uma grande estratégia nacional e internacional, liderada pela Venezuela, para por fim ao sofrimento da nossa gente", acrescentou Guaidó.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.