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(Junho) Os chechenos durante o julgamento em Moscou

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Os cinco chechenos declarados culpados pelo assassinato, em fevereiro de 2015, do opositor russo Boris Nemtsov foram condenados a penas de entre 11 e 20 anos de prisão por um tribunal de Moscou, em um julgamento que não esclareceu quem foi o autor intelectual do crime.

Zaur Dadayev, que atirou quatro vezes contra Nemtsov, foi condenado a 20 anos de prisão, enquanto os outros quatro acusados, todos procedentes das repúblicas muçulmanas da Chechênia e Inguchétia, foram sentenciados a penas de entre 11 e 19 anos.

As penas são de "regime severo", o que significa menos visitas de parentes que no regime comum.

Os cinco réus foram declarados culpados em 28 de junho, após um julgamento penal que não determinou as penas de prisão.

Zaur Dadayev, Shadid e Anzor Gubachev, Temirlan Eskerjanov e Khamzat Bajayev começaram a ser julgados em outubro de 2016 pelo assassinato de Nemtsov, um dos principais opositores ao presidente Vladimir Putin, morto em 27 de fevereiro de 2015 no centro de Moscou.

Todos se declararam inocentes e um deles chegou a escreve a palavra "mentira" na cabine em que foram posicionados os acusados no momento do veredicto.

A justiça ainda procura um sexto homem, também checheno, Ruslan Mujudinov, identificado em dezembro de 2015 como o suposto autor intelectual do crime.

Alguns familiares de Nemtsov acusam, no entanto, o entorno do presidente checheno Ramzan Kadyrov, inclusive o próprio, de responsabilidade no assassinato.

Quando os cindo acusados foram declarados culpados, o advogado da família Nemtsov chamou de "fiasco total" a investigação sobre o crime.

AFP