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O chef americano John Besh em uma demonstração culinária em Nova York em 2015

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O renomado chef John Besh, de Nova Orleans, que alimentou líderes mundiais e apareceu em programas de televisão americanos, se afastou da sua companhia depois que várias mulheres alegaram ter sido vítimas de assédio sexual recorrente em seus restaurantes.

Besh admitiu uma relação extraconjugal, mas negou a existência de uma cultura abusiva em sua empresa de 1.200 funcionários, onde mulheres denunciaram uma difundida conduta de assédio por parte do pessoal masculino e disseram que tinham poucos recursos para reclamar ou deter este tipo de comportamento.

Estas revelações são as mais recentes em uma série de denúncias após o produtor de Hollywood Harvey Weinstein ter sido alvo, neste mês, de múltiplas acusações de assédio sexual.

Após as denúncias contra Weinstein, um grande número de mulheres e alguns homens romperam seu silêncio denunciando este tipo de comportamento em diferentes indústrias e áreas da vida pública - da moda à política, passando pelo setor do entretenimento.

Besh alcançou a fama como o rosto culinário da recuperação de Nova Orleans - uma cidade conhecida por sua cultura gastronômica - após a devastação do furacão Katrina, em 2005.

A queda de Besh, que cozinhou para personalidades como o ex-vice-presidente Joe Biden e a ex-primeira-dama Michelle Obama, veio com a publicação das denúncias por um jornal local, que o levaram a se afastar da sua companhia na segunda-feira e a cancelar participações em programas de TV.

O Times-Picayune publicou que 25 mulheres foram vítimas de assédio sexual por parte de funcionários do Besh Restaurant Group, que administra 12 restaurantes.

Muitas delas denunciaram toques indesejados e comentários inapropriados por parte de colegas e supervisores, que também teriam tentado usar suas posições de poder para pressioná-las a terem relações sexuais com eles.

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AFP