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O chefe máximo das FARC, Rodrigo Londoño, conhecido como "Timochenko" discursa em Bogotá, no dia 27 de agosto de 2017

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O chefe máximo das Farc, Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, exigiu do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que cumpra com as promessas e com o que foi assinado nos acordos de paz de Havana, depois de acusá-lo de descumprir "as garantias mínimas" do pacto.

"A imensa família das Farc está inconformada e indignada. Milhares de combatentes, milicianos, apoios clandestinos, militantes políticos, seguidores e comunidades que acreditaram de boa fé na seriedade do Estado colombiano pedem desta direção um posicionamento enérgico", assinalou Timochenko em carta dirigida a Santos, datada em Havana e publicada na segunda-feira no site das Farc.

"Que se cumpra o prometido e assinado, presidente Santos. É tempo de paz, o mundo inteiro o proclama", declarou o chefe guerrilheiro, eleito presidente da Força Alternativa Revolucionária do Comum (Farc), partido político que os guerrilheiros lançaram este mês.

Na carta, Timochenko lembrou que em uma reunião realizada em maio com o governo foi analisado "o cumprimento das obrigações derivadas do acordo final" de paz, onde foram estabelecidas as "garantias mínimas" para os guerrilheiros e que o governo as "tornasse efetivas (...) antes da deposição das armas", processo finalizado em julho, e que "até hoje não se cumpriu".

Entre esses incumprimentos, destacou o compromisso do governo de libertar todos os prisioneiros das Farc creditados pelo Escritório do Alto Comissariado para a Paz, e "a suspensão (...) de todas as ordens de captura de integrantes das Farc".

"São milhares os ex-combatentes (...) que não recebem a transferência mensal de 95% do salário mínimo" acordado, e o "acesso à saúde" dos guerrilheiros "passa pelas mais incríveis dificuldades", denunciou Timochenko.

"As Farc cumpriram de maneira sagrada a deposição das armas. O que explica então o desinteresse oficial para honrar a palavra dada?", questionou-se o chefe guerrilheiro.

Além disso, considerou que "a Colômbia está em uma encruzilhada histórica. Ruma para os caminhos da paz, da democracia e da justiça social traçados pelos Acordos de Havana, ou se afunda em um mar de violência como consequência de sua violação e incumprimento".

Timochenko também lançou um chamado "à comunidade internacional, às Nações Unidas, à União Europeia, Celac, Unasul, ao Vaticano, aos países patrocinadores e acompanhantes do processo a agir para que a grande obra da paz se mantenha", e pediu aos colombianos que não permaneçam "impassíveis ante esta grave conjuntura".

O governo de Santos e as Farc assinaram em novembro um histórico acordo para acabar com meio século de conflito armado. O pacto, em essência, busca a transformação dos ex-guerrilheiros em uma força política legal.

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AFP