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O líder das FARC, Rodrigo Londoño, participa de um fórum sobre a paz com os chanceleres da Colômbia e Noruega em Oslo

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O chefe máximo das FARC, Rodrigo Londoño "Timochenko", sofreu um "ataque isquêmico transitório", mas sua evolução é "satisfatória" e ele está "consciente", informaram neste domingo os médicos da clínica onde está internado, no centro da Colômbia.

Londoño, de 58 anos, chegou de emergência na manhã deste domingo à Corporação Clínica Universidade Cooperativa da Colômbia, na cidade de Villavicencio, onde recebeu "um diagnóstico de acidente cerebral isquêmico transitório", segundo a diretora do centro médico, Lydis Herrera.

Em coletiva de imprensa, Herrera disse que o líder das FARC apresentou sintomas como "alteração da fala" e "uma disfunção da força muscular" no "membro superior esquerdo", mas assegurou que "até agora sua evolução foi satisfatória, com uma melhora de 90%".

No entanto, continuará "de maneira preventiva" na unidade de cuidados críticos da clínica.

Segundo complementou Iván Ramírez, médico que trata Londoño, o líder das FARC tem estado "consciente" e "alerta".

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) divulgaram um comunicado no qual asseguram que o estado de saúde do seu "máximo dirigente, Timoleón Jiménez (seu nome de guerra, junto com o de "Timochenko"), é estável".

Em uma entrevista publicada neste domingo no jornal El Espectador, Londoño disse que seu estado de saúde ia "bem", embora "com a maquinaria um pouco desgastada", que "sofre às vezes" em meio às vicissitudes da implementação do acordo de paz assinado entre as FARC e o governo de Juan Manuel Santos.

"Timochenko" sofreu um infarto em fevereiro de 2015 enquanto ainda estavam em curso as negociações em Cuba para colocar fim ao conflito armado de mais de meio século.

Segundo revelaram as FARC em março passado, nesse ocasião o líder guerrilheiro teve que ser reanimado em um hospital de Havana.

Cerca de 7.000 guerrilheiros e quase 3.000 colaboradores das FARC completaram esta semana seu processo de desarme na Colômbia, em cumprimento ao acordo de paz assinado com o governo em novembro passado.

AFP