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O chefe de Gabinete da Casa Branca, John Kelly, em Washington DC, em 19 de outubro de 2017

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O chefe de gabinete americano, John Kelly, defendeu nesta quinta-feira (19) a polêmica ligação do presidente, Donald Trump, para a viúva de um soldado morto em combate, evocando a morte de seu próprio filho no Afeganistão.

Kelly, general reformado do Corpo de Marines, denunciou energicamente a atitude "egoísta" de Frederica Wilson, a legisladora democrata que revelou o conteúdo da ligação. "Me assusta que uma congressista tenha escutado essa conversa. Pensei que isso, ao menos, era sagrado", declarou.

O sargento David T. Johnson, de 25 anos, morreu em uma emboscada dos extremistas no Níger no início de outubro. Enquanto estava a caminho de receber o caixão, sua esposa, Myeshia Johnson, recebeu uma ligação de Trump no carro em que também ia a legisladora Wilson.

Esta última lamentou na mídia as palavras escolhidas pelo presidente americano. "Lhe ouvi dizer 'estou certo de que ele sabia ao que esta se expondo'", relatou, assinalando que tinha "um coração de pedra".

"A sua maneira, tentou expressar o fato de que era um soldado valente, um herói morto pelo país (...) que estava comprometido porque era exatamente ali onde queria estar", alegou John Kelly, sem questionar a narrativa da legisladora.

"Quando era criança, muitas coisas eram sagradas em nosso país", declarou. "Tratemos para que um jovem ou uma jovem que dá a sua vida por seu país (...), pelo menos isso, continue sendo sagrado", acrescentou Kelly, cujo filho mais novo, Robert, também do Corpo de Marines, morreu no Afeganistão em novembro de 2010.

O ministro da Defesa americana, Jim Mattis, defendeu nesta quinta a operação que custou a vida de Johnson e de outros três soldados das Forças Especiais no Níger, enquanto reconheceu não dispor de toda a informação sobre as circunstâncias da emboscada.

"Estamos muito orgulhosos de nossos soldados", respondeu ao ser questionado sobre o caso no início de uma entrevista com seu homólogo israelense, Avigdor Lieberman, informando que já abriu uma investigação.

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AFP