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(Arquivo) O chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy

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Em pleno conflito com os separatistas catalães, o chefe de Governo espanhol, Mariano Rajoy, pediu nesta sexta-feira que os espanhóis participem em massa da manifestação de sábado, em Barcelona, para expressar seu amor por uma Catalunha enlutada pelos atentados terroristas da semana passada.

Depois dos ataques que deixaram 15 mortos em Barcelona e Cambrils, Rajoy usou nesta sexta um tom incomumente caloroso com a Catalunha, pedindo unidade a todos diante da ameaça extremista.

Em coletiva após o conselho de ministros estimulou "todos a participar da manifestação de amanhã [sábado] em Barcelona".

"Lá, com toda a sociedade catalã e toda a Espanha [...], voltaremos a passar uma mensagem clara de unidade, de repulsa ao terrorismo e de amor à cidade de Barcelona", acrescentou Rajoy, que estará na marcha junto com o rei Felipe VI, o presidente regional catalão, Carles Puigdemont, a prefeita de Barcelona, Ada Colau, e muitos outros dirigentes políticos.

Será a primeira vez que um monarca participa de uma manifestação na Espanha, gesto com o qual o rei Felipe "vai expressar o seu carinho pelos cidadãos de Barcelona, Cambrils e da Catalunha", explicou o chefe de Governo.

Rajoy mantém uma tensa relação com o governo nacionalista catalão, decidido a convocar em 1º de outubro um referendo de autodeterminação, que segundo Madri é ilegal e não acontecerá.

O presidente do governo espanhol chegou a arremeter contra os "delírios autoritários" dos separatistas, em maioria no Parlamento catalão.

Puigdemont acusou o governo espanhol de "usar a segurança com fins políticos", já que, segundo ele, bloqueou a contratação de agentes adicionais da polícia na Catalunha.

O dirigente catalão reiterou a sua vontade de celebrar a consulta prometida. "Temos mais de 6.000 urnas prontas. Não vejo como o Estado poderia impedir", disse Puigdemont em entrevista ao Financial Times nesta sexta.

Precisamente, a investigação dos ataques se viu manchada pelo caráter político entre Madri e Barcelona.

A atuação da polícia catalã, Mossos d'Esquadra, recebeu elogios por sua rapidez, embora críticos de sindicatos da polícia e Guarda Civil tenham a acusado de excluí-los das investigações por motivos políticos.

Nesta sexta-feira Rajoy quis acalmar os ânimos, reconhecendo o "enorme trabalho" da Mossos e destacando que graças a isso, junto com outros corpos policiais, "o núcleo básico da célula" ficou "completamente desarticulado em apenas 100 horas".

- Manifestação histórica -

Enquanto isso, em Barcelona, continuavam os preparativos para a manifestação de sábado, que segunda a prefeita contará com "muitas pessoas".

A marcha partirá às 18h00 locais (13h00 de Brasília) do Passeig de Gràcia, e terminará na Praça da Catalunha, próximo a Las Ramblas.

A manifestação terá somente um cartaz à frente, com o lema "No tinc por" ("Não tenho medo", em catalão).

Ela será liderada por representantes de coletivos que desde o início ajudaram as vítimas: forças de segurança, serviços de emergência, vizinhos e comerciantes, taxistas que transportaram feridos, entre outros. E isso será para "agradecer do fundo de nosso coração este serviço", disse nesta sexta Ada Colau.

Atrás deles marcharão o rei e outros representantes políticos.

Na Praça da Catalunha terminará com a leitura de dois textos por duas atrizes, e uma interpretação, a cargo de dois violoncelistas, da "El cant dels ocells" ("O canto dos pássaros"), canção tradicional catalã que o músico Pau Casals popularizou como um hino pacifista.

Nesta sexta-feira, a sociedade civil também se manifestou contra o "terrorismo" em Cambrils.

Segundo cifras da polícia, 16.000 pessoas marcharam pelo passeio marítimo sob o lema "No tinc por". Uma mulher morreu neste local no ataque posterior ao atentado em Las Ramblas.

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AFP