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Pichação contra a Odebrecht e o ex-presidente peruano Alan García, em Lima, em 7 de fevereiro de 2017

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O chefe da Inteligência argentina, Gustavo Arribas, que recebeu o apoio do presidente Mauricio Macri, denunciou nesta segunda-feira por falso testemunho e coação o operador financeiro da Odebrecht, o brasileiro Leonardo Meirelles, que o acusou de ter recebido 850.000 dólares em 2013.

Arribas apresentou um ação criminal contra Meirelles, operador da Odebrecht condenado no Brasil pela 'operação Lava Jato', segundo uma notícia publicada pelo jornal Clarín.

Meirelles declarou na semana passada a procuradores argentinos que em 2013 fez transferências no total de 850.000 dólares ao atual chefe de Inteligência de Macri, que vivia no Brasil em 2013, quando trabalhava com a compra e venda de jogadores de futebol.

O presidente argentino deu apoio a seu chefe de Inteligência e amigo pessoal. "Não me preocupa nada", disse o mandatário em uma entrevista publicada neste domingo pelo jornal Clarín.

O chefe de espionagem reconhece ter cobrado de Meirelles 70.000 dólares pela venta de alguns móveis de uma moradia sua no Brasil.

Em sua denúncia contra o brasileiro, Arribas disse ter "a mais profunda convicção que a falsidade em que incorreu Meirelles não é casual e, sim, produto da participação de terceiros que dirigiram essa declaração a interesses espúrios", segundo o texto.

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