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O Acnur assegurou que as grandes potências mundiais estão fracassando ao tentar encontrar soluções para conflitos que provocam êxodos em massa

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O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) assegurou nesta quinta-feira (2) que as grandes potências mundiais estão fracassando ao tentar encontrar soluções para conflitos que provocam êxodos em massa, como os da Síria e de Mianmar.

Filippo Grandi explicou ao Conselho de Segurança da ONU que cerca de 66 milhões de pessoas fugiram de conflitos em todo o mundo e que as guerras de Síria e Iraque representam um quarto dos refugiados. A cifra era de 42 milhões em 2009.

"O forte aumento dos deslocamentos forçados reflete a fraqueza da cooperação internacional e a menor capacidade para prevenir, conter e resolver conflitos", assegurou em sua intervenção.

"Nos tornamos incapazes de negociar a paz?", se questionou.

As reflexões de Grandi coincidem com um novo bloqueio nas negociações de paz sírias, pelo ceticismo dos países ocidentais para apoiar uma conferência impulsionada pela Rússia para tentar acabar com seis anos de guerra.

Nesse sentido, o Conselho de Segurança parece estar paralisado em seus esforços para responder à crise da minoria muçulmana rohingya em Mianmar, que provocou um êxodo em massa para Bangladesh.

Grandi, que assumiu o cargo em 2016, também mencionou as crises em Líbia, Mali, Ucrânia, Iêmen e na Bacia do Chade.

Destacou que os recentes distúrbios em Burundi, Sudão do Sul e República Centro-Africana desataram uma nova onda de refugiados.

O chefe do Acnur também assinalou que as guerras pelo poder estão deixando a diplomacia sem margem de manobra e que "o objetivo é alcançar medidas em curto prazo ao invés de uma estabilidade coletiva em longo prazo".

O Conselho de Segurança tem um mandato para proteger a segurança e a paz internacional, mas sua atuação em Síria, Iêmen, Sudão do Sul, Líbia e outros países com conflito fracassou.

Grandi afirmou que, em seu cargo, é testemunha do "impacto dessas falhas, a cada dia, nas vidas de dezenas de milhões de pessoas" que esperam uma solução política aos conflitos que lhes obrigaram a fugir.

"As pessoas deslocadas contam com a vossa liderança para alcançar soluções", assinalou.

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AFP