Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Chelsea Manning, em entrevista no festival da revista 'The New Yorker', em Nova York

(afp_tickers)

A ex-informante do WikiLeaks Chelsea Manning disse, neste domingo (8), ter "medo" desde que saiu da prisão em maio passado, mas que ainda pretende continuar "lutando" em várias frentes, sobretudo, pelos direitos das pessoas transgênero.

"Tenho medo, mas, se estou aqui, é porque tenho medo", afirmou a ex-analista do Exército americano em palestra no festival da revista "The New Yorker", em Nova York.

"Há pessoas que me disseram: 'talvez você não devesse falar tanto em público'. E é por isso que eu faço isso", explicou Chelsea que, legalmente, ainda é um militar americano à espera da sentença de apelação de sua condenação.

"Não posso me imaginar fazendo outra coisa hoje", desabafou.

Condenada em 2013 por uma corte marcial a 35 anos de reclusão por ter vazado para o WikiLeaks mais de 700.000 documentos confidenciais sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão, Chelsea Manning passou sete anos atrás das grades - dos quais três em detenção provisória - até que o presidente Barack Obama comutasse sua pena.

"Achei que as coisas voltariam ao normal", disse ela, referindo-se à saída da prisão.

"Tinha a ideia de que voltaria a encontrar minha vida anterior, mas isso não é possível e, agora, me dou conta de que não é uma coisa ruim", completou.

Essa mulher que completará 30 anos em 17 de dezembro nasceu homem, Bradley, e se tornou Chelsea, após uma cirurgia realizada no período em que esteve presa.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP